Entre os nascidos de mulher não há outro maior do que São João Batista. Ao partirem eles (os discípulos de São João Batista), começou Jesus a falar a respeito de João às multidões: "Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Mas, que fostes ver? Um homem vestido de roupas finas? Mas os que vestem roupas finas vivem nos palácios dos reis. 



Então, que fostes ver? Um profeta? Eu vos afirmo que sim, e ainda mais do que profeta. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti. (MI, 3,1) Na verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não apareceu nenhum maior do que João, o Batista. E, se quereis aceitá-lo, ele mesmo é o Elias que há de vir. O que tem ouvidos, ouça! (São Mateus, 11,7-11 e 14-15).




               Uma das partes difíceis de ser criado em Capivari é se você for um alguém como eu que não tem coragem de andar sobre as brasas acesas, que ficam protuberantes na frente da Igreja Matriz de São João Batista, justo nessa noite de São João, ali sempre aguardada mas sempre bem memorável.
                                     

             A festa de São João acontece sempre da mesma forma quase, digamos: quermesse, missa, leilão, banda, procissão, rojões, comidas típicas, família...

               Antigamente tinha o alto falante do Dimas Volpini que os românticos aproveitam para oferecer música uns aos outros, em começo de paquera ou esboço de sedução.

           Por vários anos tocava-se Aguinaldo Timóteo cantando MEU GRITO. “Eu não penso mais em nada a não ser só em voltar, vou depressa e levo o meu amor nas mãos....”

        Tinha também o correio elegante. Nunca vi um negócio funcionar tão bem quanto esse do correio elegante em que um cara que desejava dizer algo para ela escrevi um verso e alguém da empresa terceirizada da festa ia entregar. Entregar só não, antes lia-se o nome dos pombinhos ao microfone também.... ao oferecimento da música.

       Ah, perdão, o correio era sigiloso, a moça recebia e lia se gostasse passava a olhar mais para o gajo, se não virava mais ainda as costas.

   E dá-lhe quentão, vinho quente, salgadinhos diversos, refrigerantes e bebidas do Catito e Santo Forner. 



        São João Batista é o celebre precursor de Jesus. Ele é primo do salvador, filho de Santa Isabel e Zacharias. Isabel e Maria são primas e ambas devotaram suas vidas para a causa da história da salvação da humanidade pela espera do Messias Prometido em todo o Antigo Testamento pelo Deus Jeová, Javé, Aquele que era, que é e sempre será.

            João começou o seu trabalho bem antes de Jesus, de forma que quando o Redentor começou sua vida pública, o Batista já era conhecido, reconhecido e até quase considerado aquele Messias que haveria de vir. Mas ele foi grande de tão humilde, o maior nascido de mulher, como foi definido pelo próprio Cristo.

       Sou dos que enaltecem o profeta João Batista, aquele que batizou Jesus com água para inaugurar um novo tempo de ação daquele que batizaria com o Espírito Santo.

         Mas passar por aquele fogo não passo. Tenho mil explicações para tudo isso. Até Anthony Hobbins do PODER SEM LIMITES passa e ensina milhares a passarem também; para ele nem é por motivo de fé, mas por superação pessoal. 

      Com explicações neurolinguísticas Tony faz acontecer uma façanha vista como milagre lá da noite de São João. Pessoas entram e saem chorando por terem tido a coragem pessoal de fazer aquilo que nessa noite de São João é um mistério da fé.

        Sao João foi ligado também ao gosto de soltar balaão, fogo no ar. Hoje em dia ficou mais pesado falar em soltar balão. 

       Toda festa de São João a gente cantava “cai cai balão, cai cai aqui na minha mão....” “O céu fica todo iluminado, fica cheio de balão...” Veja lá, seu delegado, balão dá prisão, inafiançável deveria ser.

        São João Batista, rogai por nós! Não pisamos na fogueira nem soltamos balão, mas eis-nos aqui devotos e felizes.

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