Criar um filho sozinha não é nada fácil. As  mães solteiras, (uso indevido dessa expressão errônea), tendo em vista que mãe não é estado civil. Elas enfrentam diariamente um monte de desafios para dar conta da missão de cuidar e educar outro ser humano.

                 “Não existe mãe solteira, existe mãe” (Papa Francisco)
                                       
             Como apropriadamente escreveu Chico Xavier: 


           "Fazer filho qualquer homem pode fazer. Mas ser PAI vai além de uma simples satisfação sexual. Há as responsabilidades com aquele espírito que está voltando. E que, antes de ser nosso filho, é filho de Deus.

                                                 



         Sabemos que muitos pais são responsáveis, ás vezes, mais que as mães. A eles deixamos nosso respeito. Mas, precisamos alertar os irresponsáveis. Infelizmente, nossa sociedade ainda é machista. E grande culpa é de quem cria os meninos com este conceito.

        Observem que, a mulher é "mãe solteira", o homem não recebe o título de "pai solteiro". A mulher é chamada de "vadia, vagabunda, sem vergonha", etc., e o homem de "garanhão". 

       Não vemos homens recebendo os mesmos títulos. Quem sofre com o estupro, é a mulher. Quem entra na Justiça para buscar pensão é a mulher. Na certidão de nascimento vemos "pai desconhecido" e não o contrário.
      
       Então, aos homens, diremos que, se cuidem, pois na próxima encarnação poderão nascer num corpo feminino e nele sofrer o mesmo abuso e desrespeito que estão fazendo as mulheres passarem, além de passar um tempinho no Umbral. 

     E para as mulheres diremos, cuidem-se, valorizem-se e se acaso o homem que você escolheu para ser pai de seu filho não correspondeu às suas expectativas, crie seu filho com dignidade e responsabilidade."



                         Assista: https://youtu.be/gQ6_Y8yEhNE


        Minha mãe foi mãe solteira.  


        E comeu   o pão que o diabo amassou para estar ali naquele lugar de minha genitora e protetora. 

       Por isso, o máximo que vovô Fermino Luiz conseguiu no cartório foi arrumar uma certidão de nascimento contendo apenas  o nome dela, o dele e da mãe de minha mãe, e no lugar do pai e avós paternos, três pontinhos. 

      E o padre da cidade, acuado pelas orientações também não estavam erradas porque foram criadas para preservar a família disciplinando a juventude, recusou-se a me batizar.


         Mas, o que em 1956 era exceção, hoje é cada vez mais comum. A taxa de divórcio no Brasil cresceu mais de 160% em dez anos, segundo o IBGE. E embora moralmente haja discussão ampla, a prática mostra que ser mãe mesmo solteira já consiste numa opção de alguma boa quantidade de mulheres. 

         Isso sem contar aquelas que ficam viúvas e as que não são casadas. Todas elas são mães solos, na maioria das vezes, tendo em vista que, culturalmente, a tarefa de criar filhos ainda é vista como responsabilidade das mulheres.

        Mas, sabemos, como tudo na vida, essa história também tem dois lados. Chamar para si a responsabilidade de cuidar e educar uma criança pode ser muito difícil. 

       Veja-se a quantidade de dor envolvida, e de  felicidade também. Tudo vai depender, como sempre, do ponto de vista de cada um, da forma como a pessoa vai reagir às circunstâncias da vida.

       Claro que para o equilibrio de uma criança é salutar viver num lar onde tenha também a influência masculina. 

         Ainda mais que o lado ruim de ser mãe “solteira" é enfrentar o enorme preconceito, mesmo nos dias atuais. Ela consome grande parte da sua energia se explicando e se entendendo no contexto. 

       O preconceito arraigado culturalmente na mentalidade da maioria das pessoas continua ainda bem comum.

        Mães que criam os filhos sozinhas são vistas de forma pejorativa em pleno século XXI, como se fossem “vítimas” ou “culpadas”.

       No entanto, não são as situações de vida que definem o caráter de uma pessoa. Todo mundo sabe disso, mas mesmo assim os preconceitos continuam, e, as mães solteiras, são uma das que mais recebem esse tipo de julgamento, principalmente na hora de batizar os filhos, de exibir socialmente alguma garantia financeira ou de apresentar sua estrutura familiar.

      Ser mãe solteira é, na realidade, parir toda hora um novo destino, vivendo um dia de cada vez.

      Elas enfrentam estigmatizações em todos os lugares, até na fila do ônibus. Uma mulher que cuida de um filho sozinha ainda é vista como se tivesse cometido uma espécie de “crime”, e não como alguém que está apenas assumindo sua parcela de responsabilidade.

       E mais: filhos não são consequência negativa de uma relação que não deu certo, filhos são seres humanos, crianças cheias de amor e alegria, que podem mudar  a vida de todos ao redor.

     



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