Comunicadora tocantinense Leticia Callê, para quem o céu é o limite, o céu de Deus, não o firmamento onde todo mundo já tem ido passear.



                     O que pode ser melhor hoje para você?

           Sempre será você consigo mesmo, ali, cravado, no seu interior mais profundo. Ali onde só entra quem você permitir. Quem você convidar.

            Esqueça o mundo externo, nada existe fora de você que você não queira que exista. Sim, você é o poder para criar e descriar sensações, percepções, crenças, estados, pensamentos, escolhas enfim.

            Menospreze com satisfação o parecer alheio sobre você, os seus atos e as suas conquistas.

            Afinal, quando dói, é você que sente a dor, não é?

            Quando escurece, quem fica no seu lugar, ali no escuro interior? 

            Vai ser dentro de você que faltará luz e ponto.

            Não dê a ninguém esse direito de julgar a dor ou o prazer que você sente.

            Quando some o chão, são seus pés que ficam sem rumo.

            É em você que sangra, que falta ar, que dá insônia.

            É o seu coração que sente ansiedade e fica palpitante como saltimbanco em cidade grande.

            Ninguém tem o direito de julgar a dor ou o prazer que você sente, além de você mesmo.

            Ninguém tem o direito de julgar nem quem você ama, nem quem você é, muito menos o que você faz. O amor é seu, a vida é sua, como suas também serão as consequências de suas escolhas.

            Claro que, de quando em vez, surgem circunstâncias em que precisamos dar satisfação de nossos atos e atitudes, tentando nos explicar em determinadas situações para certas pessoas, como no trabalho, em casa, na policia, nos órgãos constituídos do governo, por exemplo.


             Isso é porque, simplesmente, as consequências de nossas ações atingem outras vidas além da nossa e, quiçá, até mesmo a sociedade como um todo.


             No entanto, há pessoas que se obrigam a ficar dando entrevista coletiva o tempo todo e em todo lugar, como se fora pessoa pública. 

            Sentem-se obrigadas a prestar contas de cada passo que dão, para todo mundo na família, amigos, colegas, conhecidos e até para desconhecidos também.

           É como se tivessem que justificar a própria vida perante os demais por não se sentir autorizado a pensar com a própria cabeça nem a decidir pela própria vontade.

           Não temos nenhuma obrigação de nos explicar o tempo todo para todo mundo. Não mesmo!

           Você pode ser rico ou não, famoso ou não, bonito ou se achar feio, normal ou o contrário disso, inteligente ou com dificuldade para apreender algum conhecimento novo.


           Mas, mesmo assim, você não tem obrigação de explicar suas escolhas.


           Escolhas de vida são pessoais e nunca vão agradar a todos.


           Somos rodeados de pessoas que pensam diferente de nós, com crenças e valores que podem se chocar com o que vivemos.


           Todo ser humano é dotado de 3 faculdades incríveis registradas no DNA e sua forma de usá-las está contida no manual do fabricante:

Inteligência – para enxergar o caminho.
Vontade – para percorrer o caminho.
Liberdade – para com livre arbítrio continuar no caminho.

           Por isso, quando a sua escolha não prejudica o próximo, desde que não chegue a ser pecado nem crime, que não chegue a ferir a dignidade de ninguém, a necessidade de qualquer explicação é totalmente desnecessária.

           Quanto menos tempo você perder dando atenção às pessoas negativas, mais paz e proveito você terá em seu coração e em sua vida.

            Aos amigos você nunca precisa dar explicação de nada, aos outros, acredite, nunca vai adiantar explicar-se, pois nada subsiste à má vontade e péssimas intenções.

            Digamos, se a pessoa não consegue entender por que você está chateado com ela, nem adianta tentar explicar.


            Você não tem obrigação de explicar suas preferências.


            Você pode escolher o que quiser. Pode preferir a zona sul à zona oeste, escolher o doce ao salgado, a montanha à praia, o azul ao marrom, pode até preferir ficar em casa no fim de semana.

            Pode e deve escolher do seu jeito. Você é um ser especial, único, Deus fez você e jogou a forma fora. Só você é você.

            Trata-se de seu bem-estar, de fazer aquilo que vai ao encontro do que você é, sente, pensa.

             Cabe aos outros apenas entender isso e, caso haja quem não compreenda, nunca será um problema para você, porque não lhe pertence, não é problema seu.

             Você não tem obrigação de explicar os seus sonhos. Tudo bem com qualquer coisa que você escolher. Mesmo que  o seu sonho for se casar com 18 anos ou nunca se casar.

             Pode sonhar em ter quatro filhos ou em nunca ser mãe. Pode querer comprar uma padaria ou vender sapatos.

             Sonhar é criar vida na vida. Sonhe com muito, com pouco, apenas sonhe e acredite.

             A satisfação de conseguir alcançar seus desejos será sua, acontecerá aí dentro de você, ou seja, que os outros sonhem com o que for contribuição para eles, com o que realmente quiserem.



                                 O que mais é possível?



            Você não tem obrigação de explicar seus sentimentos. Quando dói, é você que sente a dor. Quando escurece, é dentro de você que falta luz, já sabemos.

            Ninguém consegue fugir aos olhares alheios, aos julgamentos e reprimendas descabidas que vêm de fora.

            O que importa é aí dentro, tudo aquilo que preenche o vazio que todo mundo tem na própria essência, os sonhos, o  coração, a energia retro alimentadora do ser de uma pessoa.

            Quando não estamos machucando ninguém, nem passando por cima dos outros, temos que seguir o ritmo de nossa alma como o povo hebreu no deserto do Sinai, buscando a terra prometida, a felicidade do jeitinho que queremos.

            Não se explique demais, as pessoas vão entender do jeito delas mesmo. Bora lá, caminhe firme, seguro e feliz.

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