O poeta italiano, Carlos Dossi, resumiu essa prosa numa frase: “A metade da vida é desejo, a outra metade é insatisfação”.

               Será que ele tem razão? Vamos tirar a razão que parece que ele possa vir a ter ter.

              A pergunta mais importante da vida perpassa a nossa vida, instante a instante: o que é preciso para ser feliz?

              Quem já não sentiu alguma vez que, não importa o que seja feito, nunca é suficiente?

              Você acha que poderia ter feito melhor? Você exige muito de si mesmo? Você se compara constantemente aos superiores ou aos inferiores?

              A insatisfação crônica é tóxica e nos conduz ao perfeccionismo e à exigência. Saber como transformá-la em um sentimento positivo vai te ajudar a equilibrar sua vida com mais facilidade.

              Através do sociólogo Zygmunt Bauman aprendemos que nós vivemos em uma sociedade líquida e de consumo, que busca satisfazer as necessidades materiais de forma imediata.

              Segundo ele, com total razão, isso faz com que os produtos nos quais gastamos acabem rapidamente, fazendo com que nossas necessidades nunca sejam satisfeitas e queiramos consumir mais para nos sentirmos completos.

              Consequentemente, uma parte da responsabilidade pela grande insatisfação geral que vivemos está na vida social.

               Nós passamos o dia desejando coisas novas e, assim que as conseguimos, já queremos algo novo. Como sociedade de consumo que somos, praticamente toda novidade suscita um desejo.

               Todos nós queremos a felicidade e fazemos tudo o que estiver ao nosso alcance para conquistá-la. Porém, algumas vezes não conseguimos conquistar porque não fazemos coisas que nos fazem felizes.




                Você quer ser feliz? O que é preciso então?



1. Tenha amor-próprio

              Pare de se cobrar pela vida perfeita que as pessoas esperam que você tenha.

              Deus quer que você faça a coisa certa para poder lhe ajudar.

             Desista de desistir! Desistir é pôr um ponto final onde Deus colocou apenas uma vírgula. Comece de novo sempre! Tente outra vez.

             Seja o seu primeiro amor, pois quem não ama a si próprio é infeliz e vive em busca da felicidade nos locais errados.




2. Não crie expectativas, apenas receba tudo e agradeça.

             Criar expectativas é impor um olhar limitado ao horizonte infinito. É o mesmo que procurar decepção,  frustraҫão, desencanto.  As coisas acontecem como acontecem e no tempo de Deus.




3. Desapegue-se de tudo com generosidade.

            A felicidade reside na dinâmica de dar e receber, uma atitude não é saudável sem a outra. A energia de dar comporta a energia de receber e a de receber comporta a de dar. Sendo que tudo começa com a doação, quando damos o que queremos, como diz Depack Chopra, recebemos o que precisamos.

           Não se apegue às pessoas, dinheiro, poder, fama, beleza e demais  bens materiais finitos, porque esse apego trás felicidade apenas temporária. Quando tudo isso se acaba ou as pessoas vão embora, você fica isolado, sem dinheiro, sem os bens materiais e conexos, ai vem a infelicidade. Seja responsável pelo seu caminho, assume o própio  destino, crie a sua felicidade.



4. Nem tente agradar a todos. Seja você mesmo e tudo terminará bem.

             Tenha personalidade, seja firme e tenha coragem de fazer escolhas encarando as suas consequências.
Se você não gosta de frequentar baladas, não frequente só porque quer agradar os seus amigos. Seja você mesmo sempre e nunca faça nada que realmente não queira.

               O poder de ser você está em você ser você mesmo o tempo todo, dê o que der.

               Seja protagonista da história de sua vida. Não terceirize as suas decisões, não permita que escolham o que é nem o que não é melhor para você.



5. Conte a sua vida. Cultive um caminho aberto para o autoconhecimento e auto reconhecimento 


                Crie um blog, abra um canal de comunicação multimídia ou escreva um diário e comece a anotar tudo que acontece na sua vida. Vai se sentir muito melhor quando tiver que se ver ou se rever na vida e no mundo.




6. Tenha tempo para fazer o que mais gosta.

          Em atendimento no meu consultório psicanalítico há muito tempo pergunto às pessoas:


1.   Quem é você?
2.   O que mais gosta de fazer na vida?
3.   O que não gosta de fazer na vida?
4.   Qual o seu propósito de vida na terra?
5.   O que lhe faz realmente feliz?


          Em geral, as pessoas, salvo raras exceções, conseguem dizer com facilidade o que “não gostam de fazer na vida mas fazem”, porém o que “gostam de fazer”, o que lhe dá prazer e regozijo, elas demoram muito e nunca encontram argumentos na mesma quantidade.

          Sabe por que? Normalmente o minuto, a hora, o dia, o mês o ano de cada um está eivado de coisas indesejáveis, que fazemos por  obrigação como que se estivéssemos numa agenda conduzida por um piloto automático.

          Poucos escolhem, poucos decidem, quase ninguém para e pensa naquilo que quer, pensa no que não quer, que é o que, como se diz "o que se tem para hoje".

          Considerando que somos puramente energia em movimento e que pela energia, como imã, atraímos tudo o que acontece em nossa vida, imagine estar com toda essa consciência revertida de que fazemos sempre o que não queremos em detrimento daquilo que queremos, o que fica sempre para depois e depois para depois.

          Vivemos a vida que não queremos desperdiçando aquilo que nos move por dentro.

           Triste vida. Fazer o que mais gosta é importante, faz bem, preenche o coração, cura e traz felicidade. 

          Portanto, respire fundo, organize-se para que tenha tempo de fazer o que lhe dá prazer na vida.




    7.   Treine a mente. Leia livros, ouça e assista criações inspiradoras.


            A cultura educa a alma e endireita os caminhos gerando expansão da consciência. 

            Tanto a leitura enriquece o vocabulário e contribui para a aquisição de conhecimentos, quanto áudios e vídeos fortalecem o espírito e movem montanhas interiores para nós.

             Atividade cultural é sempre uma fonte de felicidade.



                                    8. Ajude quem precisa.

            O dinheiro e os bens materiais não são as únicas formas de ajuda. Você pode doar um olhar profundo, um gesto atencioso, uma palavra amiga, uma flor, um gesto de cumprimento, alguma compreensão.

            A partilha de conhecimentos também é uma forma de ajudar e ajudar muito.



9. Ignore quem vive julgando você. Não deixe tirarem o seu foco de ser você mesmo  seu próprio poder gerador de escolhas.


             Ninguém vive a sua vida, vive?


             Por que dar esse poder aos outros? Poder de decidir, de escolher, de criar formas de vida em sua vida?

            Não tenha medo de ser você. Nem vergonha, nem culpa, muito menos arrependimento por escolher a própria estrada, desde que não esteja prejudicando ninguém.

           Os falsos juízes estão sempre de plantão na sua porta, eles querem julgar a sua vida porque a vida deles, certamente, é oca e vazia como a neve do Alasca.

          Ele são cruéis e só vêem o umbigo deles, a pobreza espiritual e moral em que sentem-se mergulhados. Por isso se metem na sua vida nas horas em que você menos precisa de intromissão.

          Eles não vivem a sua vida, não conhecem as suas lutas e muito menos reconhecem a sua história. Por isso, ignore os pseudo-juízes e os seus falsos julgamentos.

          Use o seu poder para ser você mesmo. Para criar alegria e felicidade cada vez maiores. Você merece. E como!

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