Sou, como se diz, um colecionador de pensamentos.


             Gosto de escrever e para melhor me deliciar no caminho
das letras, o professor José de Almeida me ensinou a
guardar frases dos outros, a fim de ilustrar o cérebro.


             Faço isso diuturnamente e adoro me ver neste lugar do
mundo, em que se aprende com a experiência dos
outros e se apreende o saber dos outros. 

             Nada é mais democrático do que o saber, para mim. Tirei tudo de todo mundo e fiz uma sopa de letrinhas com
pensamentos, devaneios alheios, tão meus agora que já
me conto entre os cadernos inteiros que trago comigo.


                Alguns anotados, hoje, são mais meus que deles, mais
me serviram que a eles, me orientaram e me construíram de tal forma que seria injusto não me apropriar disso.


               Enfim, se complico, não explico. Sou assim, filho de todo
mundo, irmão da humanidade, servo dos animais; um
anônimo sem a pretensão de fama, um pobre muito rico
na vida. 

               Não leia o livro todo com gana e de uma vez
com voracidade. 

               Vá devagar ao pote, chegue ao ponto lendo um pensamento por dia, permitase influenciar por ele e curta, afinal, “a verdade não é, de modo algum, aquilo que se demonstra, mas aquilo que se simplifica”, deixou falado Antoine de SaintExupéry.
Vamos nessa? Me dê notcias. Boas noticias, por favor.

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