Morro de amores pela deputada Joice? 

Nãoooooo!


Votei ou votaria nela? 

Nãoooooooo!


Gosta dela? Nem tanto!!!!!


Respeita a pessoa dela? 

Simmmmmm!!!!


Por que?

          Ela é mulher focada, inteligente, firme e honesta no seu proceder.

           Além disso tudo ela é, em questão de gênero, uma loira bonita lutando pelo seu espaço como toda mulher brasileira na política, na fase de superação histórica do machismo na política.

               Ela ainda está boas léguas na frente das mulheres negras, com alguns espaços mais garantidos e de posse de várias concessões ainda negadas às mulheres da minha raça.

            Mas, fiquemos apenas na questão de gênero por hoje. A forma como ela foi tratada nessa crise de ambição do incólume Eduardo Bolsonaro, fase de substituição das lideranças de seu partido, relembra, aos bons de memória, o que remonta aos tempos da última campanha eleitoral para presidente do Brasil, que ainda não tem um ano. Esteve tudo exposto.

            Essa crise no PSL, envolvendo apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, de um lado, e o presidente do partido, o deputado federal pernambucano Luciano Bivar, de outro, resultou em uma situação inusitada, mas já conhecida das mulheres que escolhem seguir a vida pública: a violência política de gênero.

            O alvo maior foi a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), cuja liderança, honestidade e clareza de propósitos (sem julgamentos de escolhas ideológicas), deixou sempre bem claro.

               Evidente fique que essa deputada sabe o que quer na vida. Ela, com a mesma contundência com que criticou sempre os outros desgovernos, aqueles desfeitos políticos de antigos dirigentes nacionais, também, agora, corajosamente, criticou o partido, sua performance no conjunto da obra e, por isso, sofreu ataques relacionados à sua aparência, por parte de políticos da própria legenda.

            Claro que ela vai subir na vida. E, toda vez que alguém sobe, muitos descem.

              Midiática, destemida, Joice deu surpreendente entrevista ao programa "Roda Viva" (TV Cultura) na segunda 21 de outubro, onde, como deputada, comentou sobre a repercussão na internet desse embate inabilmente polarizado entre ela e o filho deputado federal do presidente Jair Bolsonaro:

             "São ataques muito baixos, muito sujos, fazendo montagem minha com imagem de bicho, com corpo de porco".

         Presidente do PSL em São Paulo, sem o carisma que tem  Joice para se manter na posição e subir, Eduardo pode ter-se visto ameaçado no presente e no futuro. 

          Quem briga muito acaba por as vezes nem saber com quantos e com quem está brigando. Joice não seria boa aliada nem correligionária, pois o seu brilho ofusca, seu farol turva a mente e o medo toma conta de quem acha que pode fazer vida ao lado dela.
Já vimos esse filme antes. Não é?

       E a facilidade com que raciocina, fala, elocubra com a desenvoltura de quem mastiga manga debaixo do pé. Articulada, sagaz, põe incautos debaixo do chinelo. Nunca esteve deputada, mas, convenhamos, sabe fazer política.

             Porém o machismo é um movimento decadente, já derrubou impérios história afora.

       Resilientes, rápidas, donas de uma esperança colossal, as mulheres agora, pela lei da gravidade, são bem mais conscientes de seu poder, dever e inteligência.

        Com esses atributos, e, tendo um exército feminino a seu favor, agora não mais para esculhambar o então candidato Bolsonaro que ela tanto defendeu, mas para unir e reunir mulheres inteligentes e de boa vontade com visão política de direita, eis que a notável ex-líder do governo no Congresso Joice Hasselmann se transformou numa verdadeira bomba relógio contra o mandato do presidente Jair Bolsonaro.

         Cantei essa bola durante a campanha. A metralhadora giratória de Joice atropela qualquer um que ameaçar os seus objetivos e atravessar o caminho dela. rata-se de uma das mais perigosas acusações contra o presidente da República, conforme declaração feita ao jornalista Marco Britto do UOL, segundo a qual os filhos de Bolsonaro lideram uma rede de funcionários que criam perfis falsos nas redes sociais.

             Depois, à Globo News, Joice não só confirmou a publicação do UOL como disse que parte desse esquema funcionou até mesmo dentro do gabinete do presidente da República, no Palácio do Planalto.

          A atuação do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) se daria, de acordo com Joice, por meio de ao menos 20 perfis no Instagram que alimentam uma rede propulsora de informações.

            Essa rede chegaria a 1.500 páginas e perfis. É a chamada "milícia digital", nas palavras de Joice.

             Coisas assim, dentro de casa, em família, com todo mundo cheio de razão e poder para se enfrentar, costuma não dar muito certo. E é bom esperar que vença o melhor.

        Essa situação faz lembrar um episódio macabro ocorrido recentemente. O tom e a gravidade das acusações trazem de volta a sensação daquela briga do ex-presidente Fernando Collor de Mello com seu então líder do governo na Câmara, o hoje senador Renan Calheiros (MDB-AL). Quem viu não se esquece.

        Depois que Pedro Collor apontou seu irmão Fernando e o tesoureiro da campanha, PC Farias, como chefes de uma rede de corrupção, o líder Renan veio a público livre, leve e solto, apenas para confirmar as acusações.

             E, assim, derrubaram o então muito mais poderoso e apoiado popularmente presidente Fernando Collor de Mello, que até dinheiro de poupança confiscou, sem acontecer nada para ele.

              O presidente Jair Bolsonaro já figurava por lá, como deputado do baixo clero. Mas viu tudo bem de perto.


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