Você sabe o que são as ordens do amor e para o que elas servem? 


A Constelação Familiar e Sistêmica é uma técnica terapêutica muito utilizada para que conflitos familiares sejam solucionados. Assim, há muitas maneiras de seguir com a terapia e descobrir os emaranhados familiares. 

Bert Hellinger, o pesquisador fenomenológico que ampliou o contato com essa terapia, considerava a existência de três ordens que regem os sistemas familiares: as ordens do amor. Você conhece ou já ouviu falar? Então descubra agora!



                Bert Hellinger e a Constelação Familiar


Bert Hellinger é considerado, por muitos, o criador da Constelação Familiar. 

Essa técnica terapêutica foi muito difundida por Hellinger, que criou diversos livros sobre a temática. 

Para Hellinger, todos os familiares são parte de um sistema, e devem ser considerados. Isso, inclusive aqueles que já faleceram ou que nem chegaram a nascer, como abortos ou fetos com má formação, que tiveram de ter a gestação interrompida.

Ou seja, para Hellinger, todos aqueles que tiveram contato com o sistema são importantes e podem estar relacionados no emaranhado familiar. Por isso, ele criou as ordens do amor, responsáveis por manter o equilíbrio familiar!



                 A família e a formação de cada indivíduo


Famílias e instituições são sistemas humanos, além disso, a Constelação Familiar e Sistêmica nos ajuda a compreender seu funcionamento. As pessoas são formadas e moldadas dentro desses grupos familiares, daí a importância de compreendê-los.



Para Bert Hellinger, existem três ordens que regem esses sistemas. 


Ele chamou essas ordens de ordens do amor. Essas três ordens abordam as questões acerca da formação familiar e sobre como esse sistema deve fluir. Assim, com a ajuda da Constelação Familiar e das ordens do amor, muitos emaranhados e problemas familiares podem ser dissolvidos para que a convivência melhore. Vamos, agora, conhecer as três ordens.


            Hierarquia: a primeira das ordens do amor


A ordem da hierarquia não tem a ver com idade, mas com “cargos” familiares. Assim, um filho deve respeitar seu pai e, por exemplo, caso um sobrinho seja mais velho que sua tia, mesmo assim, deve respeitá-la. Assim, também, um pai não deve se sujeitar às ordens do filho, já que isso é contra a hierarquia.  Se os membros familiares de “menor cargo” desrespeitam essa ordem, podem acontecer casos de adoecimento do sistema, o que irá prejudicar o equilíbrio do sistema.

Por isso, é importante que todos os membros familiares saibam qual cargo ocupam dentro do sistema e respeitem essa função.



            Equilíbrio: a segunda das ordens do amor


A ordem do equilíbrio tem a ver com a doação de cada membro familiar para aquele sistema. Ou seja, cada membro deve “dar” e “receber” de maneiras equivalentes. Caso um membro dê mais do que recebe, ele pode adoecer e prejudicar o sistema. Do mesmo modo para aquele que apenas recebe, mas nunca dá. Por exemplo, uma mãe que faz de tudo para seus filhos e marido, apenas se doa.

Ela sempre é a última a se deitar e a primeira a se levantar, caso não tenha comida para todos, é ela quem fica sem comer, mas ninguém reconhece ou retribui todos os seus sacrifícios. 

Dentro de um núcleo familiar, é importante que todos tenham equilíbrio em suas relações, os pais devem apoiar e se doar aos filhos, mas os filhos também devem ser o suporte dos pais. Se um membro se sacrifica demais pelo outro ou pelo sistema, ele pode adoecer. Por isso, é importante verificar esse equilíbrio.



         Pertencimento: a terceira das ordens do amor


A última ordem do amor é a ordem do pertencimento. Essa ordem diz respeito à união dos membros familiares. Ou seja, é importante que o sistema e seus membros façam de tudo para que o sistema familiar como um todo continue existindo. 

Portanto, é preciso cuidado para que uma pessoa não se sacrifique em prol de um falso equilíbrio. Porém, isso não quer dizer que todos os males devem ser perdoados, como um caso de abuso por parte de um membro familiar de cargo maior. 

Essa lei aborda a questão de não excluir essa questão, pois tudo deve ser levado em consideração no momento de resolver os emaranhados familiares. Além disso, fetos não nascidos também devem ser considerados, junto de pessoas que já faleceram.




                              Conclusão



Por fim, é necessário entendermos que, num sistema familiar, cada membro tem seu papel . 

Além disso, que cada um deve dar e receber de maneira proporcional, pois se isso for ignorado, o sistema entra em colapso. 

Ademais, é importante que todos os membros sejam levados em consideração em um sistema familiar, até aqueles que já não estão vivos.


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