Revelações bombásticas de  pesquisa:  62% dos brasileiros não sabem reconhecer uma  fake news.



Nesse post vamos pensar na segurança quando estamos na internet. 




Bom poder fazer isso por meio do estudo técnico de uma multinacional da segurança cibernética. Ela analisou a situação de segurança dos internautas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, a fim de descobrir o quão vulnerável eles são às fake news quando se conectam à internet.



Quando lê, olha, assiste, forma opinião e transmite aos outros, você identifica facilmente o que é do que não é fake news?



Se disser não, tudo bem também. Você não está só.




Números alarmantes de enganados se enganando e enganando os outro.




Hoje em dia, 2020, cerca de  62% dos brasileiros não conseguem reconhecer uma notícia falsa. Esta é uma das conclusões do estudo “Iceberg digital”, desenvolvido na Rússia pela Kaspersky, empresa global de cibersegurança, em parceria com a empresa de pesquisa CORPA, na América Latina.




Esse estudo analisou a atual situação de segurança dos internautas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, a fim de descobrir o quão vulnerável eles estão às fake news  quando estão agindo online.



A Kaspersky é uma empresa russa produtora de softwares de segurança para a Internet, distribui soluções para segurança da informação contra vírus, hackers, spam, trojans e spywares. Foi fundada em 1997 por Eugene Kaspersky e tem sede em Moscou, na Rússia, com escritórios regionais nos seguintes países: Alemanha, Brasil, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Japão, Países Baixos, Polônia, Reino Unido e Romênia.






Evite fake news e boatos 






Segundo a pesquisa, os peruanos (79%) são os que menos conseguem identificar uma notícia falsa, seguidos pelos colombianos (73%) e chilenos (70%). Os brasileiros ocupam o último lugar na pesquisa, com 62%, logo atrás dos mexicanos e argentinos, com 66% cada.



Apesar do notável conhecimento em relação aos países analisados, é importante mencionar que, dos 62% dos brasileiros que não sabem reconhecer uma notícia falsa, apenas 2% nunca ouviram falar do termo “fake news”, o que é um pouco preocupante, ainda mais com o recente período que o país sofreu com uma avalanche de desinformação como nas últimas eleições.



Porém, são os peruanos que  ainda se destacam nessa categoria,  47% dos entrevistados nunca ouviram ou não sabem o que significa o termo.




Considerando o espectro regional, 2% dos latinoamericanos consideram as notícias falsas inofensivas, enquanto 72% acreditam que elas viralizam para que alguém receba algo em troca ou para causar dano a algo/alguém.



Assustador, então, que , mesmo com a percepção negativa do termo e intenções de uma fake news, apenas 42% dos brasileiros ocasionalmente questionam o que lê na internet. Os peruanos se destacam mais uma vez, com 58%, seguidos pelos colombianos (47%), chilenos, argentinos e mexicanos.



Os principais meios para cair nas fake news são as redes sociais, como WhatsApp e Facebook, onde, em média, um terço dos latino-americanos confiam nessas plataformas online para se informarem. Sites de mídia tradicional, por sua vez, são utilizados por apenas 17%. Nesse aspecto, os mexicanos (35%) e os brasileiros (33%) são os que lideram o ranking regional, seguidos pelos peruanos (31%), argentinos (28%) e os colombianos (26%).










Em relação aos aspectos demográficos, as mulheres (49%) confiam mais nos conteúdos online que os homens (42%). Aqui, as peruanas se destacam novamente, com 63%, seguidas pelas colombianas e mexicanas (47%), argentinas e brasileiras (45%). As mulheres mais desconfiadas são as chilenas (42%).




Além disso, o estudo mostrou que são os jovens entre 18 e 24 anos (38%) que usam as redes sociais para ficar por dentro do que está acontecendo em seu país ou região. Diferente dos internautas entre 35 e 50 anos, que utilizam mais os sites de mídia tradicionais. Curiosamente, quem compartilha mais fake news em seus perfis e comentam as notícias alarmantes sem verificar sua veracidade são os usuários entre 25 e 34 anos — quem lembra da época das fake news em massa no WhatsApp?




As ações da campanha visam impedir que usuários se tornem vítimas dos "icebergs digitais" — sites, aplicativos, links ou imagens que, à primeira vista, parecem inofensivos e superficiais, mas que escondem perigos grandes ou desconhecidos. O intuito é que os usuários saibam reconhecer os perigos que se escondem na internet, aprendam a distinguir bom e ruim, real de falso e, assim, fiquem longe dos ciberataques.




“Os resultados deste novo estudo deixam claro que grande parte dos latino-americanos continua confiando fielmente no que circula na web, algo que pode causar graves consequências não apenas no âmbito pessoal, mas também no profissional", diz Assolini. "No caso de fake news, além de prejudicarem uma pessoa ou instituição, podem também destruir reputações e gerar caos. Elas também são usadas pelos cibercriminosos para atrair usuários desatentos para links maliciosos e, assim, roubar dados pessoais e dinheiro", alerta o especialista.







Fake News nem sempre tem cara de mentira.






Tenha cuidado ao buscar informações sobre notícias muito recentes, verifiquea origem;



Posts em redes sociais quando” parecem ser bons demais para ser verdade”, provavelmente não são mesmo.



Não clique em links de fontes desconhecidas e/ou reputação duvidosa.  Óbvio que se você clicar num anúncio de empresa, autor desconhecidos, nunca deve revelar informações pessoais, financeiras , confidenciais;



Tenha cautela quando compartilhar conteúdo que não tem certeza nas redes sociais, seja na timeline ou nos aplicativos de mensagens instantâneas incluindo os-mails;




Verifique de vez em quando, para sua garantia, se o seu computador está atualizado com as versões novas dos softwares (navegadores, plug-ins, correções de segurança).


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