Pesquise nas redes sociais e conheça melhor.


Você já ouviu falar no movimento #TradWives?


Se for a primeira vez, dá uma atenção para o que escreverei a seguir, em matéria de tendência da vida familiar e comportamento feminino. Podemos continuar?


O movimento #TradWives é formado por mulheres que postulam viver no padrão antigo, defendendo aqueles papéis de gênero remontando aos anos 1950.


Vi isso na  BBC NEWS BRASIL hoje, 1 de fevereiro de 2020, e pesquisei a respeito dessa tendência que catapultou Jair Bolsonaro de um simples deputado federal a presidente do Brasil.


Vi bem como essa tendência tradicionalista vem crescendo rapidamente nas redes sociais. Não há mais pejo entre as mulheres de se assumirem “donas de casa” “” esposa, mães, filhas, avós” no modelo de casa tradicional.


Pesquise ai também. Conhecimento não ocupa lugar. Basta clicar nas redes sociais a hashtag #tradwife (esposas tradicionais, em tradução livre), para encontrar imagens de pratos preparados em casa e bolos fresquinhos ​​assim legendados:  "o lugar de uma mulher é em casa" ou "tentar ser como um homem é um desperdício para uma mulher". Todas desse movimento informalmente organizado composto por mulheres que promovem papéis de gênero ultratradicionais.


Na reportagem, a entrevistada Alena Kate Pettitt é uma delas. Ela mora no Reino Unido e diz que quer "estar submissa ao seu marido e mimá-lo como se fosse 1959".


Ela conversa com quem procura-la, a fim de propagar sua mensagem fixada nas redes sociais e em 
seu blog, “The Darling Academy”: "Lá falo sobre etiqueta, estilo de vida feminino, tarefas domésticas e como ser uma esposa tradicional", afirma na tela da BBC.

                                        


 Como assim, os maridos em primeiro?




Em seus posts, Alena defende e insiste nisso que pode pegar uma multidão de mulheres no contrapé: 


"se você quer um casamento feliz, deve sempre colocar seu marido em primeiro lugar. Não quero que meu marido volte para casa depois de um longo dia de trabalho e precise cozinhar para mim, porque meu papel é estar em casa, meu trabalho é essencialmente fazer tarefas domésticas"; hehehehehe.


Nos Estados Unidos, porém, o termo tradwife é controverso, principalmente porque vem  associado ideológica e politicamente à extrema direita. Lá poucas mulheres que se descrevem como esposas tradicionais aceitam essa associação.


Mas Alena afirma que ser uma esposa tradicional é "ser uma dona de casa fica feliz em viver submissa ao marido", pois diz ela "muitas pessoas querem rotular o movimento e muitas vezes surgem nomes em que você nunca nem pensou".


Exemplo, "alguém disse uma vez que esse 'é o tipo de esposa que promoveu o Terceiro Reich', e eu não fazia ideia disso, me sentia estranha nos anos 90".


Alena diz que quando era estudante, nos anos 90, não era "muito popular. Não gostava da cultura da época e definitivamente me sentia uma estranha."




A cultura da época



"As mensagens da cultura da época eram 'você tem que brigar com os homens, você tem que sair de casa e ser independente, sair de sua zona de conforto', mas eu sentia que nasci para ser esposa e mãe",  me identificava mesmo com os antigos programas de TV das décadas de 1950 e 1960."


Considerando que Alena cresceu num lar sem pai, onde sua mãe saía para trabalhar todos os dias e a casa com filhos, conta, era "um enorme fardo" para ela: "Acho que ali percebi que não queria a mesma vida."


Então, digamos, num dia de sorte o universo conspirou favorável.
Diz ela: "Minha vida mudou quando conheci meu marido. Ele também era muito tradicional, então se identificou com isso. Ele disse: 'Eu sei que você quer que um homem cuide de você e faça você se sentir segura' e se ofereceu para ser essa pessoa."


Por seu brilho nos olhos, gestos, postura corporal em cena reforçados pelas palavras dela, o encontro com o marido foi como um conto de fadas. "Eu disse a mim mesma: Finalmente alguém percebe que posso finalmente ser eu mesma e não esconder o que sou."


Aos 20 anos, Alena diz, rindo e feliz,  que ela era "a típica mulher de carreira". "Fui morar em Londres e trabalhei muito porque a cultura da época, refletida em séries como Sex and the City, era de que isso era fantástico e libertador, que eu tinha que estar em contato com a minha sexualidade."


Foi ali que percebeu que nas redes sociais havia um movimento "quase clandestino" de mulheres que se sentiam como ela, que sentiam falta de "todos os aspectos tradicionais de ser dona de casa".


Dai surgiu a “Darling Academy”, que rejeita mas não rebate  as críticas de feministas, para quem mulheres como Alena estão jogando fora tudo o que foi conseguido na luta pela igualdade de gênero.


Mas a blogueira tem suas convicções que fundamental a militância: 


"Minha opinião sobre o feminismo é que se trata de escolhas. Se você diz que a mulher deve participar do mundo do trabalho e competir com homens, mas não pode ficar em casa, está tirando de mim essa opção", explica ela. "Acho que ser uma esposa tradicional é investir em seu marido, em sua família e inspirá-los a serem as melhores pessoas possíveis. É algo totalmente altruísta. O oposto é ser alguém que é inerentemente egoísta e que apenas toma coisas dos outros."



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