O Carnaval é o evento festivo que antecede à Quaresma, que se inicia na 4ª. Feira de cinzas e, como o próprio nome define,  dura 40 dias como  preparação espiritual da Páscoa.


Conforme está escrito no  Êxodo 12,1-14, em mão inversa dessas festas, sucede que a data da Páscoa no tempo do Antigo Testamento não era calculada pelo calendário gregoriano solar comum como 
atualmente se calcula a festa da Páscoa depois do Papa Gregório. 

No Antigo Testamento, como ainda é para os judeus, a Páscoa se comemora contando os dias  pelo antigo calendário lunar. 

Dai fica fácil para você entender de onde advém a informação porque a data em comemoração à Páscoa seja móvel a cada ano como é, impossibilitando, automaticamente,  que também as datas da Quaresma e do Carnaval sejam fixas.


Então nasce a principal pergunta: que regra oficial determina o Domingo de Páscoa?


A explicação é uma porção de palavras pouco usuais, com sufixos e prefixos gregos e latinos, um monte de conceitos astrológicos. Eles dizem que, para entender as raízes da páscoa cristã,  é preciso observar, antes de tudo, o equinócio da Primavera, que nada mais é que aquele momento em que o sol corta a Linha do Equador, tornando misteriosamente os dias iguais às noites.


Garantem que isso acontece apenas duas vezes ao ano, precisamente aos 21 e 22 de março, no hemisfério norte. E no hemisfério sul, nos dias 22 e 23 de setembro.


As regras para a data da Páscoa foram elaboradas no hemisfério norte, por isso basta tomar uma folhinha comum observando a última lua nova anterior ao equinócio da Primavera (você já sabe o que é).







Depois, é só contar o tempo entre duas luas novas consecutivas o que dará 29 dias, 12 horas, 40 minutos e 2 segundos.
Aí no primeiro Domingo depois do 14º dia da primeira lua nova posterior ao equinócio da Primavera será a data da Páscoa cristã.


Então, para ficar mais atualizado o assunto, vamos abordar a páscoa de 2020, onde o equinócio da Primavera cai nos dias 21 e 22 de março.


A última lua nova antes do o equinócio da Primavera é 23 de fevereiro. As duas luas novas seguintes são 24 de março e 22 de abril. A partir dai, marque o dia 24 de março e acrescente-lhe 14 dias, que vai cair em 7 de abril. Portanto, o próximo domingo, 12 de abril, obrigatoriamente é o Domingo de Páscoa.


Assim sendo, concluindo, com total entendimento de como se calcula a data da Páscoa, voltemos à Quaresma e ao Carnaval que a antecedem.


Uma vez encontrada a data da Páscoa, contem-se seis semanas anteriores ou 42 dias. Desse total de dias, retirem-se os 6 domingos, pois neles não se costuma fazer jejum ou penitência.


São 42-6 = 36. Contudo, como a Quaresma, segundo o próprio nome sugere nos evangelhos (de Mateus 4,1-11; Marcos 1,12-13; Lucas 4,1-13), são 40 dias acrescentam-se aos 36 dias mais 4 dias anteriores; ou seja, da quarta-feira, dita de Cinzas, ao sábado.


O festivo e aguardado Carnaval ocorre, então, nos 4 dias anteriores à quarta-feira de Cinzas.


Trata-se de uma tradição popular, o  Carnaval teve origem nos festejos agrários do Egito e do Oriente Próximo, por volta de 4000 a.C., com suas marcas registradas até hoje perpetuadas:


Muita diversão, algazarra, alegria mundana, uma diversão acompanhada da libertinagem sexual e da desordem social.


Hoje, em pleno século XXI, as reflexões em torno dessa festa popular antagoniza a tristeza da interiorização à alegria das farras e bebedeiras, do encantamento com a carne (carne vale)  e do respeito cada vez menor à família, religião e bons costumes.


Orignam-se nessa oportunidade várias consequência à ordem como gestações prematuras, excessivo consumo de álcool, droga, violência  entre muitas outras.


Muito gasto de dinheiro público – em 2020, já cancelado por alguns prefeitos – que poderia servir para melhorar a saúde, moradia, educação, segurança pública...


Mas há nos dias de carnaval um componente positivo inegável. O povo gosta e fica feliz com os blocos, escolas de samba; apraz-se ao coletivo dançar e pular em praça pública por 4 dias como se o mundo fosse acabar em falta de juízo.


Precisamos ter algo que alegre as pessoas tanto, que desejem ficar felizes sem isso. Como será possível isso?


0 Comentários