Material de apoio do Curso Profissionalizante de Constelação Familiar Método Bert Hellinger

Cetificado com registro da Bilioteca Nacioal pelo Águia Terapias Integrativas, Instituto Carioca de Ciências Holísticas e Faculdade de Ciências Teológicas e Psicanalíticas do estado do Rio de Janeiro.



Entrevista de Bert Hellinger



“Sofrer é mais fácil do que encontrar soluções”, dizia Bert Hellinger.
Muitos livros de Hellinger são construções conjuntas com Gabriele ten Höver, que sistematizou
as ideias do autor.
O primeiro capítulo do livro “Constelações Familaires” de Hellinger & Höver é a transcrição de um programa de rádio. A entrevista foi dada por Hellinger à Emissora Südfunk 2, de Stuttgart.
Até hoje, essa entrevista é considerada como a espinha dorsal para compreender os princípios e fundamentos da Constelação Familiar.
Recomendamos a leitura do livro e do capítulo.
Aqui, iremos fazer uma síntese deste entrevista.

a) O que é uma “terapia familiar sistêmica"?
É averiguar se no sistema familiar ampliado existe alguém que esteja emaranhado nos destinos de membros anteriores dessa família.

b) Como isso é feito?
Através do trabalho com constelações familiares. Trazendo-se à luz os emaranhamentos, a pessoa consegue se libertar mais facilmente deles.

c) Como começa uma sessão?

Vamos responder por um exemplo.

d) Quais os elementos iniciais da sessão?

6 Pessoas estão sentadas num grande círculo e cercados por aproximadamente 400 pessoas que participam como observadores. Bert Hellinger inicia o trabalho perguntando aos clientes o que os aflige.
Um jovem sofre, desde os 18 anos de idade, de uma enfermidade que se manifesta através de taquicardia e distúrbios vegetativos. Bert Hellinger passa a entrevistá-lo:

Cliente: Existem muitos conflitos na minha família. Minha mãe e meu pai são separados. Minha mãe e meu avô estão brigados. Isso cria muitos problemas práticos, por exemplo:
Como poderei reuni-los todos para o meu casamento?
Hellinger (para o público): Para este trabalho são importantes apenas pouquíssimas informações, isto é, fatos externos e significativos, não o que as pessoas pensam ou fazem.
Um deles ele já mencionou: seus pais estão separados. Outros acontecimentos significativos são, por exemplo, a morte de irmãos ou a exclusão ou expulsão de um membro da família.
Ou hospitalizações em tenra idade ou complicações durante o nascimento de uma criança ou
quando uma mãe morre de parto. Essas são as coisas nas quais estamos interessados.
Hellinger (para o cliente): Aconteceu algo significativo em sua família?
Cliente: A irmã gêmea de minha mãe morreu.
Hellinger: Isso já me basta. Isso é tão significativo que provavelmente encobre todos os outros acontecimentos. Posicione, portanto, em primeiro lugar, a sua família de origem: a sua mãe, o seu pai — e quantos filhos?
Cliente: Tenho ainda uma irmã mais nova.
Hellinger: Ok. Posicione as quatro pessoas agora. Escolha alguém do público para representar o seu pai, alguém para a sua mãe, para a sua irmã e para você. Pegue qualquer pessoa, basta que você as coloque em seus lugares. Então vá até cada uma delas,
pegue-as com ambas as mãos e encaminhe-as para seus lugares — em silêncio. E os representantes também não dizem nada. Posicione-os em relação uns aos outros, tal qual a imagem interior que você tem da sua família neste exato momento.

e) O que simboliza o posicionamento inicial da constelação familiar?
No exemplo, o jovem escolhe entre o público presente representantes para o pai, a mãe e a irmã, pessoas totalmente desconhecidas, e as posiciona em relação umas às outras, de
acordo com a sua imagem interior no momento.
Neste caso o pai estava afastado e virado de costas para a mãe [o que é bem simbólico ao contexto da separação].
A pessoa que representava o cliente estava, ao contrário, na frente da mãe.
f) Como agem os representantes em uma constelação familiar?
Naquele exemplo, estavam pessoas completamente estranhas, escolhidas ao acaso, que não conheciam o cliente e nem a sua história familiar. O que pode acontecer então?
O que é curioso nessas constelações é que as pessoas escolhidas para representar os membros da família se sentem como as pessoas reais, tão logo se encontrem na constelação.
Algumas vezes começam a sentir até os sintomas que os membros dessa família têm, sem sequer saber algo sobre eles.
Por exemplo, uma pessoa teve uma vez um ataque epiléptico quando representou um epiléptico. Ou frequentemente um representante tem taquicardia ou sente que um lado do
corpo está frio.
Se questionarmos as pessoas reais, verificamos que é realmente o que sentem. Não existe uma explicação para esse fato. Mas foi constatado milhares de vezes nessas constelações.
g) Como a constelação atua?
Posso ver os relacionamentos entre os membros da família. Aqui, por exemplo, é bem significativo que o pai fique afastado e virado de costas e o filho fique na frente da mãe.
Deixando que isso atue dentro de nós, podemos ver onde está o problema.
h) O que quer dizer “emaranhamento”?
Emaranhamento significa que alguém na família retoma e revive inconscientemente o destino de um familiar que viveu antes dele.
Se, por exemplo, numa família, uma criança foi entregue para adoção, mesmo numa geração anterior, então um membro posterior dessa família se comporta como se ele mesmo
tivesse sido entregue.
Sem conhecer esse emaranhamento, o novo membro não poderá se livrar dele.
i) Como se resolve o emaranhamento?
A solução segue o caminho contrário: a pessoa que foi entregue para adoção (a representação dela na constelação) entra novamente em jogo. É colocada, por exemplo, na constelação familiar.
De repente, a pessoa que foi excluída da família passa a ser uma proteção para aquela que estava identificada com ela. Quando essa pessoa volta a fazer parte do sistema familiar e é honrada, ela olha afetuosamente para os descendentes.
j) Isso não é tão fácil de ser entendido. Uma pessoa repete um destino que lhe é
desconhecido. O cliente, por exemplo, nem chegou a conhecer a sua falecida tia. De onde vem então o emaranhamento? Tem algo a ver com o que o senhor denomina de
“consciência de clã”?
Exato. Obviamente existe uma consciência de grupo (ou “de clã”) que influencia todos os membros do sistema familiar. A este sistema pertencem os filhos, os pais, os avós, os irmãos dos pais e aqueles que foram substituídos por outras pessoas que se tomaram membros da família, por exemplo, parceiros anteriores (maridos/mulheres) ou noivos(as) dos pais.
Se qualquer um desses membros do grupo foi tratado injustamente, existirá nesse grupo uma necessidade irresistível de compensação.
Isso significa que a injustiça que foi cometida em gerações anteriores será representada e sofrida posteriormente por alguém da família para que a ordem seja restaurada no grupo.
E uma espécie de compulsão sistêmica de repetição. O clã tende a repetir os mesmos atos; o círculo vicioso só tem chance de ser rompido quando se toma consciência dos eventos problemáticos originários.
Mas essa forma de repetição nunca coloca nada em ordem. Aqueles que devem assumir o destino de um membro excluído da família são escolhidos e tratados injustamente pela
consciência de grupo. São, na verdade, completamente inocentes.
Contudo, pode ser que aqueles que se tornaram realmente culpados, porque abandonaram ou excluíram um membro da família, por exemplo, sintam-se bem. A consciência de grupo não
conhece justiça para os descendentes, mas somente para os ascendentes.
Obviamente, isso tem a ver com a ordem básica dos sistemas familiares. Ela atende à lei de que aquele que pertenceu uma vez ao sistema tem o mesmo direito de pertinência que
todos os outros. Mas, quando alguém é condenado ou expulso, isso significa: “Você tem menos direito de pertencer ao sistema do que eu”. Essa é a injustiça expiada através do emaranhamento, sem que as pessoas afetadas saibam disso.

k) O senhor poderia dar um exemplo de como isso pode afetar as gerações posteriores?
Como podemos ter uma ideia disso?
Posso dar um exemplo bem terrível. Há algum tempo, um advogado veio a mim completamente
perturbado. Ele tinha pesquisado em sua família e descobrira o seguinte: sua bisavó fora casada e estava grávida quando conheceu outro homem. Seu primeiro marido morrera no dia
31 de dezembro com 27 anos, e existe a suspeita de que ele tenha sido assassinado. Mais tarde, essa mulher acabou por não dar a propriedade que herdara do marido ao primeiro filho,
mas ao filho do segundo matrimônio. Isso foi uma grande injustiça. Desde então, três homens dessa família se suicidaram no dia 31 de dezembro, na idade de 27 anos. Quando o advogado soube disso, lembrou-se de um primo que acabara de completar 27 anos; e o dia 31 de dezembro se aproximava. Ele foi, então, até a casa dele para avisá-lo.
Este já havia comprado um revólver para se matar. Assim atuam os emaranhamentos.
Posteriormente, esse mesmo advogado voltou a me procurar, em perigo iminente de se suicidar. Pedi-lhe que se encostasse numa parede, imaginasse o homem morto e dissesse: “Eu
o reverencio e você tem um lugar no meu coração. Vou falar abertamente sobre a injustiça que lhe fizeram para que tudo fique bem”.
Assim ele se livrou do seu estado de pânico.
l) Como identificar as emoções e sentimentos vivenciados pelos representantes?
Voltando ao nosso exemplo: em seguida, o jovem que montara a constelação familiar senta-se e olha para o que Hellinger está fazendo. Este pergunta para os representantes como eles se
sentem na constelação.
Hellinger: Como se sente o pai? [e repete esta pergunta a todos os representantes posicionados]
Pai: No momento não estou sentindo nada.

Mãe: Sinto-me um pouco isolada e se este é o meu marido está longe demais. Sinto, de certa forma, uma relação especial com meu filho.
Hellinger (para o público): Quem é que o filho está provavelmente representando? A falecida irmã gêmea da mãe. Imaginem o que isso significa para uma criança. Como vai o filho?
Filho: Percebo que aqui estou fora de lugar. Estou na frente de todos eles. Sinto também que existe um forte vínculo com a minha mãe.
Hellinger: Como vai a irmã?
Irmã: Não muito bem do lado esquerdo. Está muito apertado aqui. O meu irmão é a pessoa que mais me interessa.
m) É possível acrescentar um novo representante na constelação que já se iniciou?
Sim.
Hellinger (para o público): Quando se vê numa constelação familiar que uma pessoa foi excluída e não aparece, então o próximo passo é colocá-la novamente em jogo. Agora,
vou trazer um representante para a irmã gêmea da mãe.
(para o cliente): Como ela morreu?
Cliente: Foi extremamente trágico. Aconteceu depois da guerra. Meu avô tinha acabado de voltar e no domingo à tarde tinha que entregar uma mercadoria com o seu caminhão. Ele ia levar a minha avó e essa filha. A menina estava brincando com a maçaneta da porta do caminhão quando iam partir; ela caiu e foi atropelada pelo próprio pai. Foi terrível. Ela tinha 7 anos de idade.
Hellinger: Escolha uma pessoa para representar a irmã de sua mãe e coloque-a bem pertinho
(para a mãe): Como está se sentindo agora?
Mãe: Melhor, mas ela está muito perto.
Hellinger: É, mas também tem que ser assim. Como vai a irmã falecida? Irmã falecida: Acho muito agradável ficar aqui tão perto.
Hellinger: O que mudou agora para o filho?
Filho: Noto agora que o relacionamento com a minha mãe já não é tão forte e que ela se volta mais para o meu pai.
Hellinger (para o público): Exatamente. Ele fica aliviado com a presença dela no sistema.
Mudou algo para o pai?
Pai: Sinto-me isolado na posição em que me encontro, afastado da família. Preciso fazer um grande esforço para saber o que está acontecendo lá.
Hellinger: Pois bem, do ponto de vista sistêmico, este homem não tem nenhuma chance com esta mulher. A mulher está tão ligada ao seu sistema familiar de origem e à irmã gêmea que
não pode se dedicar de fato a um homem. Portanto, este relacionamento estava fadado a fracassar, Mas os filhos devem ficar com o pai.
n) Reposicionamentos são sugeridos pelo constelador?
Sim.
(Hellinger coloca o filho e a filha na frente do pai)
Hellinger (para o filho): Como se sente neste lugar?

Filho: Está mais harmonioso. Sinto agora um relacionamento mais forte com o meu pai. De alguma maneira, a minha irmã ao meu lado me dá forças.
Hellinger (para a filha): Como está se sentindo agora?
Filha: Melhor, também. Mas já comecei a me sentir melhor quando a irmã gêmea da minha mãe apareceu.
Pai: Sinto-me melhor tendo na minha frente alguém que olhe para mim.
Hellinger: O filho precisa ficar por um certo tempo ao lado do pai. Realmente perto. Aqui está a força que pode curá-lo.
(para o cliente): Isso faz sentido para você?
Cliente: Sim, até certo ponto: Durante muitos anos não tive contato com meu pai. Agora, nos últimos anos, temos nos visto. Sinto que ele tem muitas expectativas que não posso satisfazer.
Hellinger: Você precisa pedir a bênção dele. (um sinal de reverência, respeito e desejo pela companhia).
o) Durante o trabalho, o senhor faz, de vez em quando, perguntas ao cliente. No final o senhor olha juntamente com o cliente a constelação ou ele toma o lugar do seu representante na mesma. O que acontece com ele ao montar a constelação?
Em primeiro lugar, ele vê que tinha uma imagem incompleta da família. Nesse caso, por exemplo, a irmã gêmea tinha sido excluída. Ele percebe que tinha que substituí-la para a mãe.
E vê que seu pai queria partir.
Quando a pessoa excluída aparece no sistema, a imagem se transforma. Os filhos vão para a esfera de influência do pai, em vez de continuar ao lado da mãe, e a mãe é deixada sozinha
com a irmã gêmea porque elas têm um vínculo. Assim o cliente consegue formar uma nova imagem da família.
De repente, ele vê que é a mãe que quer se afastar e que o marido se afastou no lugar dela. Isso acontece freqüentemente, um parceiro se afasta, embora seja o outro quem deva se
afastar.
Os filhos não estão mais ao lado da mãe, mas ao lado do pai. Dele é que vem a força que traz
a cura. O cliente que estivera tanto tempo na esfera de influência da mãe e longe do pai agora deve mudar para a esfera de influência do pai.
Assim, a força masculina pode fluir para dentro do filho. Mas isso não é o suficiente. Ele estava em conflito com o pai porque estava ao lado da mãe. Agora precisa conquistar o pai e receber
sua bênção.
p) A bênção do pai. Bênção, isso tem algo de muito religioso, não é? Sim, é verdade. Para ser exato, o ser humano não vem dos pais, mas por intermédio deles.
A vida vem de bem longe e nós não sabemos que origem é essa. Olhar para essa origem é algo religioso. Não olhamos então para o que está perto, mas para a origem, sem denominá-la.
Por isso, se esse filho se curvar perante o pai e pedir-lhe a bênção, ele se submete a essa corrente. Essa bênção também não vem do pai, não só dele, ela vem de longe, através do pai,
e chega até o filho. Nesse sentido, isso também é religioso.
A força dessa bênção não é algo que está nas mãos do pai. Quem toma a vida dessa forma
está em harmonia com a sua origem, está de acordo com o seu destino singular, que é
determinado, num sentido amplo, pelos pais. Através deles, o filho conhece as possibilidades e
limitações que tem.
Se ele concordar com ambos, é como se se submetesse ao mundo tal como ele é. E isso é
uma atitude religiosa.

De certa forma as constelações têm um pouco de liturgia em si; são um ritual de cura. Mas não é um ritual imposto de fora; ele resulta da dinâmica da constelação. Por isso devemos ser muito prudentes e lidar com elas com grande cautela e respeito.
q) É um tipo de terapia em que o cliente atua ativamente ou passivamente?
Na liturgia, o sacerdote é a figura principal. Nessa espécie de constelação o cliente não tem um papel muito ativo. Ele olha como o terapeuta muda a disposição da constelação, até
que todos os membros da família se sintam melhor. Isso é uma maneira bem passiva de submeter-se a uma terapia.
O cliente monta o seu sistema familiar e portanto ele é bem ativo.
Somente depois que ele monta a constelação é que eu o ajudo a encontrar a ordem. No final, quando se chega à solução, ele torna-se ativo outra vez, por exemplo, quando pede ao pai:
“Por favor, me abençoe”.
Quando o cliente é simplesmente passivo, paro imediatamente o trabalho. Quando alguém tenta fazer com que eu faça o trabalho por ele, interrompo imediatamente. Não trabalho com
esse tipo de pessoa.
Como terapeuta sinto-me em harmonia com uma ordem maior. E só porque estou em harmonia
com ela que consigo ver a solução e colocá-la em prática. Por isso, um terapeuta que faz esse tipo de trabalho é muito ativo. Muitas vezes isso parece assustador para alguns. E como agir
com grande autoridade.
r) E agir com autoritarismo?
É, ouço isso muitas vezes. Entretanto, essa espécie de autoridade só pode ser exercida com extrema humildade, isto é, em harmonia. Eu faço uso dela porque me sinto em harmonia com a realidade que se apresenta à minha frente. Sinto-me, acima de tudo, em harmonia com os que foram excluídos.
s) Quem são os excluídos?
Os excluídos são aqueles que, por alguma razão, foram deixados de lado por uma família.
São aqueles a quem se negou o respeito ou o seu direito de pertinência ou uma posição de igualdade com relação aos outros membros da família.
t) Portanto, nesse caso seria a irmã gêmea falecida. Mas esse fato era do conhecimento de todos nessa família, não era?
Era. Mas o que acontece num caso tão infeliz? Isso provoca um medo tão grande no sistema que nenhum membro da família quer saber disso ou encarar a realidade.
Esse cliente escreveu-me há algumas semanas uma carta, em que ficava claro que ele também estava querendo imitar o avô, por sentir uma grande compaixão por ele. Devia ter sido
uma situação horrível para o avô. Eu lhe respondi que deveria confiar que o avô seria capaz de lidar com o próprio destino.
O avô foi aquele que causou a morte da irmã gêmea. Ninguém deve consolá-lo. Isso não é possível. A dignidade desse homem exige que se deixe que ele carregue o seu destino sozinho. Ele adquire grandeza dessa forma e ninguém deve interferir.
Quando digo algo assim, por um lado estou sendo duro; por outro, estou sendo respeitoso, e em harmonia com esse avô, porque o respeito. Se ajo dessa forma, o neto também fica livre.
u) Na última parte da constelação o senhor disse: “Neste relacionamento o pai não tem nenhuma chance com essa mulher, este relacionamento estava fadado ao fracasso".
Isso também parece muito categórico, muito duro.
Mas isso não é algo que eu tenha imaginado. Se um irmão gêmeo falece cedo, principalmente do modo como aconteceu, então o outro quer segui-lo. Essa mulher não conseguirá livrar-se da irmã gêmea mesmo que queira. Isso parece muito duro.
Eu poderia colocá-la agora à direita, ao lado do marido, e a irmã gêmea à sua direita, perto dela. Assim, a irmã gêmea estaria incluída no sistema. Mas, segundo a minha experiência, sei que neste caso isso não iria adiantar. O destino é tão ingrato que a mãe é impulsionada para fora do sistema. Convém deixá-la voltar à sua família de origem.
Não que ela vá se suicidar ou algo parecido; ela só não consegue suportar a ideia de ser feliz ao lado de um homem, sendo que a irmã foi tão infeliz.
É um amor muito profundo que atua aqui. Se eu o respeito então a mãe fica livre para seguir o próprio destino e sente-se mais leve porque agora está ligada à irmã gêmea que fora excluída.
Mas a possibilidade de viver feliz ao lado do marido é algo que vai contra toda a minha experiência. Não se pode subestimar esses vínculos profundos.
v) Nesse caso, o senhor fez um pequeno exercício com o jovem.
Hellinger (para o cliente): Vá até a irmã gêmea falecida e lhe faça uma reverência bem suavemente, com respeito. Depois faça o mesmo com seus avós. Faça isso com respeito e reconhecimento pelo destino deles.
(O cliente faz a reverência)
Levante a cabeça e olhe para todos eles. Você não olhou ainda para a irmã gêmea. Olhe sua tia nos olhos. Respire profundamente e faça outra reverência, bem lentamente. Deixe a boca aberta, respire profundamente. Deixe a dor aflorar. E uma dor que honra a sua tia. Olhe-a novamente.
(Para o público): Agora podemos ver a diferença nos dois semblantes, no dela e no dele. Ele não consegue aceitar o que ela lhe oferece. Ê mais fácil para ele suportar a doença do que
aceitar a bênção da tia.
w) O senhor terminou assim a constelação. Uma pessoa do público fez uma pergunta demonstrando preocupação: O que vai acontecer agora 1 O senhor vai deixar o jovem sair assim?
Hellinger (para o público): A pergunta da participante era: O que vai acontecer em seguida?
Ela acha que algo mais deve acontecer. Não vai acontecer mais nada. Ele recusou a solução.
Assim, algo muito importante vem à tona: O problema e o sofrimento são mais fáceis de suportar do que a solução.
Isso tem a ver com o fato de que sofrer ou manter o problema é algo que está profundamente vinculado a um sentimento de inocência e lealdade com relação à família num nível mágico.
Com isso a pessoa tem a esperança de que o próprio sofrimento possa salvar uma outra pessoa da família. O cliente vê agora que a tia não precisa de salvação e isso representa para ele uma grande decepção, porque, dessa forma, tudo o que ele fizera por ela até então teria sido em vão. Isso não é tão fácil de se reconhecer. Ele prefere manter o problema, mesmo conhecendo a solução.
O terapeuta não deve interferir ou fazer qualquer outra coisa. Eu o entrego à sua boa alma.
Isso é tudo o que posso fazer.
x) Como funciona a solução? Aliás, este é um ponto a partir do qual normalmente se continua o trabalho terapêutico. O senhor para simplesmente aqui?
Há algum tempo o cliente escreveu-me uma carta na qual pude ver que a sua boa alma tinha continuado a trabalhar. Depois de algum tempo, ficou claro para o jovem que ele não foi capaz de aceitar a bênção da irmã gêmea da mãe porque estava identificado com o avô. O avô dele não conseguiu aceitar o amor da filha morta.
O avô que causou a morte da filha.
Ele se sente tão culpado por ter atropelado a filha que não consegue se sentir aliviado com o sorriso amigável dela. Naquele momento, o cliente estava identificado com o avô.
Pude agora ajudá-lo porque, nesse meio tempo, a alma dele continuou a agir. Ficou claro para ele o que se passa com o avô. Eu lhe disse que deixasse o sofrimento com o avô: assim ele ficaria livre.
y) O senhor disse que conseguiu ajudá-lo. O que isso significa concretamente? A doença dele melhorou?
Pude ajudá-lo a libertar-se da identificação com o avô. O avô é, certamente, alguém que, por causa desse acontecimento, tem necessidade de expiação.
E a doença é, algumas vezes, uma necessidade de expiação. Pode ser também que a doença do cliente sirva de expiação, mas quem sofre é ele no lugar do avô.
Se o cliente se libertar dessa identificação pode ser que a doença também melhore. Mas isso eu não sei. Também não me ocupo disso diretamente.
Eu me interesso pelas forças que atuam, curando a família. Pode ser possível curar uma doença quando essas forças positivas são colocadas em ação. Mas esse não é o meu objetivo primordial.
Meu objetivo está no âmbito da alma e da família. Se com isso a doença melhora, fico contente.
Mas é uma área que prefiro entregar aos médicos. Essa é área da responsabilidade deles. Eu
não me envolvo em coisas que vão além da minha competência.
z) Sobre a causa das doenças nas famílias. O senhor trabalha com pacientes que estão em tratamento médico. Isso significa que os médicos trazem seus pacientes e então vocês trabalham em conjunto. Por um lado, o senhor diz que o câncer tem a ver com a falta de uma reverência, ou que distúrbios digestivos têm a ver com um relacionamento não- esclarecido com a mãe. Por outro lado, o senhor não diz: É possível curar doenças através da colocação da constelação familiar.
O que descobri durante o meu trabalho com doentes foi que a mesma dinâmica básica resulta em diversas doenças. Trabalho somente com as dinâmicas básicas.
Nas famílias, existe a possibilidade de que uma criança queira repetir o destino de um irmão ou irmã falecidos ou da mãe falecida ou do pai falecido. A criança diz em seu íntimo: “Eu irei com você”.
Pode ser que, nessa situação, ela tente se suicidar ou fique com câncer ou uma outra doença.
Portanto, a mesma dinâmica básica pode ser expressa de formas diferentes. Por isso, não teria sentido se eu tentasse curar o câncer sem respeitar essas dinâmicas básicas.
Existem, na verdade, somente três dinâmicas básicas:
— “Eu o/a acompanho na morte ou na doença ou no destino”;
— “Melhor eu morrer do que você” ou “Melhor eu partir do que você”;
— Expiação por uma culpa pessoal.
Na constelação que demos como exemplo tratava-se provavelmente do caso em que o homem
diz: “Melhor eu partir do que você, minha querida esposa”.
a1) Por que é que ele faz isso?
É inconsciente, totalmente inconsciente. As crianças também fazem isso. Por exemplo, quando veem que um dos pais quer repetir o destino de alguém. Neste exemplo, a mãe quer seguir a
irmã gêmea falecida. Então o filho diz: “Melhor eu ficar doente ou morrer do que você”.
Essa seria uma dinâmica possível.
Vamos olhar para um segundo exemplo, que ilustra o relacionamento entre pais e filhos.
Trata-se do caso de uma mulher que sofre de esclerose múltipla há doze anos. Ela contou que o pai tinha sido nazista e fora responsável pela morte de dois desertores. Novamente, foram
pessoas estranhas escolhidas entre o público que fizeram o papel dos membros da família dela.
b1) Nesse caso, o senhor mandou que o pai saísse do recinto. Por que o senhor fez isso?
Bem, essa é uma das grandes exceções da terapia familiar. Em geral, os assassinos perdem o direito à pertinência.
Quem foi responsável pela morte de uma pessoa dessa forma culposa perdeu o direito à pertinência. Precisa deixar esse sistema. Sair fora da constelação significa que essa pessoa
perdeu o direito de pertencer a esse sistema. Significa também que ela vai morrer ou quer morrer.
Se a pessoa que perdeu esse direito de pertinência não deixa o sistema, então um filho partirá no lugar dela. Por isso, a compaixão pelo agressor não leva a nada e só toma as
coisas mais difíceis para os inocentes.
c1) O senhor disse a essa mulher que a dinâmica da constelação dela era a seguinte: “É melhor eu desaparecer do que você”. A filha quer ir no lugar do pai. Isso seria a causa da doença dela. Depois dessa explicação, houve um pequeno diálogo entre o senhor e a mulher e o senhor perguntou-lhe se isso estava claro para ela.
Cliente: Ficou claro para mim que eu posso parar de carregar qualquer tipo de responsabilidade pelo meu pai ou de ser responsável por ele. O que ele fez não tinha sido mencionado até dois ou três anos atrás. E contei isso para os meus irmãos e irmãs.
Hellinger: Você não deveria ter feito isso de forma nenhuma. Não. Você não deveria nem sequer ter perguntado isso a ele.
Cliente: Eu não perguntei, só disse: “Conte-me o que aconteceu durante a guerra”.
Hellinger: Mas um filho não pode fazer isso. Um filho não deve se imiscuir nos segredos dos pais. Pode ser que uma parte de seu sofrimento seja expiação por ter feito isso.
Pergunta do público: Nossos pais não deveriam ter contado nada sobre a história do nazismo?
Hellinger: Não, não deveriam. Não, se estiveram pessoalmente envolvidos. O que fazem então os filhos? Eles dizem: “Olhe o que vocês fizeram!” Assim os filhos se tornam tão maus quanto os pais.
Pergunta do público: Posso descobrir coisas de meus pais e também entender por que se comportaram desse modo e perdoá-los.
Hellinger: A uma criança não é permitido nem entender nem perdoar. Que presunção!
d1) A presunção e suas consequências. Neste ponto houve um grande burburinho. Uma parte do público ficou muito indignada. As crianças têm um senso intuitivo de justiça. E então por que não deveriam perguntar? Elas percebem quando os pais têm algo que lhes pesa na consciência.
Sim, elas podem perceber, mas não devem se envolver.
As crianças não são adultos. Elas simplesmente fazem perguntas. Com toda a inocência.
Só por causa disso precisam ser castigadas com uma doença?
Depende naturalmente do que se trata. Se tiver relação com uma culpa dos pais ou com o relacionamento íntimo deles, qualquer pergunta dos filhos é pura presunção.
Se se tratar de uma culpa, os filhos vão colocar os pais diante do seu próprio tribunal e exigir deles: “Justifiquem-se”. Não existe presunção maior.
Se os filhos fizerem isso, eles vão castigar a si mesmos. Mesmo que os pais contem voluntariamente algo de seu relacionamento conjugal. Por exemplo, se uma mulher diz: “O seu pai é impotente” ou “não fazemos sexo” ou algo parecido. Ou se o pai fala algo menosprezando a mãe e o filho escuta; este se castiga só pelo fato de ficar sabendo disso. E mais ainda se
tiver ido atrás dessa informação.
Então só existe uma solução para ele. Eu a chamo de “esquecimento espiritual”. O filho deve retrair-se totalmente desse conhecimento.
Os filhos têm os pais que têm. Os pais não podem e nem precisam ser diferentes. Pois um homem e uma mulher tornam-se pais não porque sejam bons ou ruins, mas porque se unem
como homem e mulher. Só assim eles se tornam pais.
Por isso os filhos devem tomar a vida dos pais como eles a dão. Os pais não podem acrescentar nada, nem tirar nada dessa vida. Os filhos também não podem acrescentar nada e nem excluir nada dela. Devem tomar a vida assim como os pais a deram.
e1) Não deveria ser o contrário? Não deveríamos dizer aos pais: Vocês não deveriam dizer nada, deveriam separar a esfera da vida das crianças da dos adultos?
É claro. A criança não tem nenhuma culpa se foi tomada como confidente. Entretanto, o efeito é o mesmo.
Simplesmente o fato de tomar conhecimento faz com que a criança seja colocada numa posição que não lhe pertence. Mas eu lhe dou toda a razão: Devemos dizer isso aos pais.
Antigamente, as esferas entre pais e filhos eram bem mais separadas do que hoje em dia. A camaradagem que existe entre pais e filhos, e que podemos observar frequentemente nos dias de hoje, é uma coisa terrível para as crianças.
Vamos voltar ao exemplo de um seminário. Uma mulher conta:
Cliente: Aos 25 anos fiz uma operação para me livrar do bócio, há cinco anos atrás uma operação abdominal e além disso sofro de bronquite crônica.
Hellinger: Você é casada?
Cliente: Não.
Hellinger: Quantos anos tem?
Cliente: 35.
Hellinger: Aconteceu algo de especial na sua família de origem?
Cliente: Sofri abuso por parte do meu pai. Quando contei isso para minha mãe, ela não me deu apoio. Disse-me: “Não conte nada a ninguém, se não ele vai para a cadeia”. Então eu
me calei.
Hellinger: Ok. Você tem pai, mãe e quantos irmãos e irmãs?
Cliente: Dois irmãos e um menino, o primeiro filho de minha mãe, que morreu com 3 dias de
vida.
Hellinger: De quê?
Cliente: Ele ficou azul e morreu.
Hellinger: Bem, agora disponha na constelação a sua família: pai, mãe e os filhos.
Depois de montar a constelação, a mulher se senta e Bert Hellinger pergunta aos representantes dos membros da família:
Hellinger: Como se sente o pai?
Pai: Não sinto nenhuma mulher ao meu lado; só sinto que tenho uma relação com a filha.
Hellinger: Como se sente a mãe?
Mulher: Estou perto demais dele e a criança é de certa forma problemática. Está tão longe. É desagradável para mim. Quero ficar mais perto dessa criança.
Hellinger: Como se sente a filha?
Filha: Tenho as mãos quentes. Sinto agressividade, medo e raiva.
Hellinger (para a cliente): Agora vamos acrescentar a criança que morreu. Escolha alguém e o posicione.
(para a filha): O que mudou para você?
Filha: Sinto-me bem melhor, mais protegida. Não estou mais sozinha.
Pai: É, sinto que tenho um relacionamento com ela.
Mulher: Quero simplesmente ir para junto dessa criança.
Hellinger: Para a sua filha?
Mulher: É.
Irmão: Eu gostaria de unir a família.
Hellinger (para a criança morta): Como você se sente?
Criança morta: Sinto-me morta.
Hellinger: É. Exatamente.
(para a cliente): O que aconteceu na família de sua mãe?
Cliente: Uma irmã dela foi para um país estrangeiro com 8 anos de idade e ficou por lá.
Hellinger: Como uma menina de 8 anos de idade pode ir embora?
Cliente: É, foi uma espécie de intercâmbio escolar.
Hellinger: Com 8 anos? Estranho.
Cliente: É, ela foi para o exterior. Foi uma espécie de intercâmbio escolar entre a Hungria e a Suíça. O casal suíço pediu aos meus avós que lhe dessem a criança porque ainda lhes restariam outros filhos. Então os meus avós...
Hellinger: Isso já me basta. Para onde a mãe quer ir? Para junto da irmã. Novamente é a mãe que quer sair da família.
A irmã foi entregue para adoção e a mãe também quer ir embora. Ela quer ir para junto da irmã. Existe um amor muito profundo e um vínculo muito grande entre irmãos. Se um deles sofre, os outros sofrem também.
Por exemplo, se uma das crianças é deficiente, os outros, muito frequentemente, comportam-se como se não pudessem aceitar totalmente a vida. Esse é o efeito desse amor e lealdade.
f1) O senhor perguntou o que aconteceu na família da mãe e não na do pai. Afinal de contas, foi o pai que abusou da filha.
Pôde-se ver na constelação que o problema estava com a mãe. Em caso de abuso de menores existem, na maioria das vezes, dois agressores. Na verdade, um está em primeiro plano, neste caso, o pai, e o outro em segundo plano.
Por isso nesses casos não existe solução se não olharmos para ambos os agressores. Dizer isso aqui é um pouco arriscado; entretanto, eu diria que a mãe quer se afastar do pai para
seguir a irmã. Sentindo-se culpada com relação ao marido, oferece a filha como substituta.
g1) Sobre agressores e vítimas. Isso é muito provocativo. Muitas pessoas que trabalham com meninas que sofreram abuso sexual certamente ficam indignadas quando ouvem que a mãe é, na realidade, a causa do abuso.
Naturalmente não é que eu tire a culpa do homem. Seria um erro encarar a coisa desse modo.
Temos simplesmente que ver o quadro completo. Não bastaria para a criança ficar zangada com o pai; ela tem de ficar zangada também com a mãe. Pelo que pude observar até agora, os pais estão quase sempre em conluio, num pacto secreto, quando se trata do abuso de uma criança.

h1) Em todo caso, tudo o que o senhor diz soa muito estranho para ouvidos analíticos.
Pode-se dizer que o senhor está fazendo toda a sorte de afirmações. Como o senhor sabe tudo isso?
Observei isso no trabalho com os clientes. Observei isso nas constelações familiares. Observei, acima de tudo, que simplesmente atacar os agressores tem um efeito terrível.
i1) Portanto um ataque àqueles que foram culpados.
Sim. Porque a criança permanecerá leal ao agressor que é castigado e se castigará também.
Se ela não fizer isso, um filho seu poderá fazê-lo mais tarde. Isso acontece frequentemente ao longo de várias gerações. Tive, certa vez, uma experiência muito singular num seminário para psiquiatras.
Uma psiquiatra disse que tinha uma paciente que sofrera abuso do próprio pai. A psiquiatra estava muito indignada. Eu lhe disse para montar a constelação dessa família e ela assim o
fez.
Então eu lhe disse para se posicionar, como terapeuta, ao lado da pessoa perto da qual achava certo ela ficar.
Aí ela se colocou ao lado da cliente. Todos no sistema ficaram zangados e ninguém demonstrou confiança nela.
Então eu lhe disse: “Agora posicione-se ao lado do pai malvado”. Todos no sistema respiraram aliviados e passaram a ter confiança nela.
Através dessa constelação descobri que o terapeuta deve-se ligar ao agressor. Só fazendo isso ele pode restabelecer a ordem para os outros. Assim que o terapeuta se liga à vítima e fica indignado, provoca um efeito negativo em todos os membros do sistema, principalmente na vítima. Esse é o resultado das minhas experiências.
Não é que eu ache que deva ser assim. Essas conclusões surgiram das constelações familiares. No entanto, se uma outra pessoa vir ou tiver uma outra experiência que ajude, volto atrás imediatamente. Não quero impor regras de como se deva proceder.
j1) Então, não é um sistema teórico fixo?
De jeito nenhum. Não somente nesse contexto como em outro qualquer. Eu trabalho fenomenologicamente. Isto é, eu olho para o que ajuda. Também experimento. Quando encontro um caminho, crio uma hipótese. Mas ela muda de caso para caso.
k1) E como o senhor percebe o que ajuda?
Vejo na expressão do rosto. Logo que a solução é encontrada, as fisionomias se iluminam e todos ficam descontraídos.
Isso vai contra a expressão muito conhecida: “Não se pode agradar a todos”. Na terapia familiar, a solução é aquela que satisfaz a todos os membros da família; quando cada um
está no lugar certo, aceita o lugar que lhe cabe e onde deve ficar, ocupando sua posição sem interferir na vida dos outros. Então, todos veem reconhecida a própria dignidade e se sentem
bem. Essa é a solução.
Fim da entrevista de rádio.

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