Você já deve ter visto pessoas passando por algumas destas situações que podem marcar  indefinidamente a nossa trajetória: procrastinação, escapadas da dieta, recusa de promoções no trabalho. 

São comportamentos que identificam pessoas com infância condicionadas a não ter fé em si mesmas e a focarem apenas em seus defeitos e limitações.
 Isso acarreta num medo enorme do fracasso e as pessoas perdem a autoconfiança, caminhando na contramão na hora de se arriscarem.

A zona de conforto, ou seja, a repetição de padrões acaba sendo uma área de segurança na onde não há riscos nem responsabilidades, portanto “nenhuma”  possibilidade de falhar.

Você já percebeu se já fez algum boicote a si mesmo diante de alguma possibilidade de evolução que exigia desafios, riscos e incertezas?

Isso não é diferente do que acontece por ai, é  igual à maioria das pessoas. É mais fácil encontrar pessoas que se pautam da média para baixo.

Esse ato de boicotar é chamado também de sabotagem.  E quando uma pessoa boicota a si mesmo existe essa palavra feia:  “AUTOSSABOTAGEM”.




Sabe o que é autosabotagem?



Se a palavra lhe for nova, tenha certeza, o que ela significa não é novo não para quase ninguém. Autossabotagem  é um conjunto de comportamentos que interferem nos nossos planos, objetivos e metas, nos prejudicando a curto, médio e a longo prazos.

Dificilmente percebemos quando estamos nos sabotando, nos boicotando. Todo mundo tem a sua rotina e a rotina controla-se por um mecanismo de repetição chamado pelos especialistas de piloto automático.

O piloto automático é aquilo que age por você, dentro de você resolvendo tudo sem que você precise ter consciência de nada.

As pessoas raramente gostam de pensar, escolher, decidir, se arriscar. As pessoas preferem o lugar do ‘conforto’, da certeza absoluta que já venha aprovada pelo clã.

Talvez seja um certo mecanismo de defesa, pois lutar contra isso requer força de vontade, novas escolhas e desconstrução dessas crenças limitantes.



Etapas da autossabotagem 



Autossabotar-se  é, muitas vezes,  um mecanismo de defesa contra nossas frustrações ou decepções.

Isso piora quando automaticamente alimentamos esse comportamento  e não colhemos nenhuma felicidade com isso. Entramos naquele ciclo autodestrutivo que começa com as desculpas e culmina em uma infelicidade enorme por não conseguir alcançar os objetivos ou ser feliz, o que, por sua vez, leva a criar outras desculpas e evitar se envolver em novos desafios.

Tome nota: essa etapa é alimentada inconscientemente.



Veja como você está se sabotando.



Apresentando alguns destes sinais abaixo, é provável que você esteja num ciclo de autossabotagem.  emocional:

baixa autoestima,

nervosismo ao passar por algum imprevisto,

procrastinação na realização de tarefas ou na tomada de decisões-chave,

dificuldade para assumir novas responsabilidades,

falta de autocontrole e autoconfiança.




A psicanálise pode ajudar muito nisso.



O primeiro passo é ter consciência de que esses comportamentos são indicativos de um problema e buscar sair desse círculo vicioso.

Tente definir suas metas de forma clara, tenha perseverança em buscar a consecução desses objetivos e tenha em mente que o fracasso faz parte da vida, então não tenha medo dele.

É difícil, não é rápido, mas é um exercício e, como tal, demanda prática. Aliado a isso tudo, busque ajuda profissional – a psicanálise é uma ótima saída.

O psicanalista vai ajudar a diagnosticar essas crenças limitantes que o paralisam, apontando as causas dessa autossabotagem emocional e apresentando as possibilidades de solução e superação.

Acredite mais em você.

Escolher, arriscar-se e assumir novos caminhos realmente dá um certo medo, porque arriscamos nos lançamos à sorte de obter tanto ganhos quanto perdas.

Transforme seu medo num aliado. Bem utilizado ele serve como  impulso para você caminhar em direção ao que realmente tem que ser.



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