Para todos quantos se enfrentam para ajudar os outros.

Você é o seu primeiro cliente.
 
Compre seu trabalho como quem compra diamante de coleção. 

Do seu amor próprio sai o respeito de  todo mundo que permeia o mesmo ambiente que você; e dai para fora da clínica você terá um nome e uma imagem a zelar.

Eu sei que um cliente que não volta mais nos faz questionar sobre a nossa eficiência como profissionais da terapia.

 Mas com a experiência que tenho atuando nessa a área, abalizado por tantos quantos colegas de análise ou psicologia e até da medicina que tenho contato, vou afirmar categoricamente  que a maioria das desistências  dos clientes  acontece porque a pessoa não estava pronta naquele momento. 

Isso quando o cliente não vem tentar encontrar um profissional que trabalhe de graça ou quase isso, porque normalmente se não dá valor a si próprio como pode investir numa prestação de serviço de alguém que reforça isso?

Claro, temos que tentar sempre melhorar, mas também devemos ser 
mais empáticos conosco mesmos e entender que podemos ser ou já somos grandes profissionais de sucesso, mesmo que isso não se traduza em aprovação pública nem em alta remuneração. 

Sempre valorize a sua jornada.

Como você se sente em relação aos seus atendimentos?
Segurança total? Parcial? Pouca? Insegurança? Que tamanho?

Você hesita na hora de começar a atender alguém? Sente algum receio durante os atendimentos? 

Então, digamos que trabalhar sua segurança profissional é também atuar nas decisões que você toma. A tão desejada valorização do nosso trabalho começa na ação diária!

Consegue se lembrar da primeira vez que sentou com alguém para fazer atendimento? Independente de quanto tempo você tem de formação ou de exercício profissional. 

Tente recordar como você estava. 

O que você sentiu minutos antes de estrear nesse caminho que toda vez recomeça?

 Cada pessoa é só ela e tanto se apresenta quanto responde de forma única.

Mesmo com tanta experiência, conhecimento e tempo de vivência e estudo, é provável que você sentou ali naquela cadeira tremendo para fazer o seu primeiro atendimento, anaminese  ou triagem e pensou: EU NÃO SEI NADA! 


Não foi meio assim aquela sensação de que você não se lembrava de nada que havia  aprendido?

Nessa escalada para adquirir mais segurança na sua capacidade, quero que você perceba que, independente de formação e qualidade, você tem, longos anos de estudos e de vida para chegar ao primeiro contato com o paciente.

Neste momento, é natural você pensar que não sabe nada. Mas se eu te perguntar sobre um assunto  que você tem afinidade, eu tenho certeza que me falará um monte de coisas.

O fato é que você passou muito tempo estudando sobre o comportamento humano.

Por favor, não negue a sua história, não subestime a sua própria jornada! 

A nossa insegurança, muitas vezes, está relacionada à uma crença de que precisamos ser perfeitos para realizar um trabalho de qualidade. 

Mas esse padrão inalcançável não faz diferença  alguma  para quem está sentado na sua frente, aguardando atendimento, pois nada pode substituir uma alma humana tocando outra alma humana.

 O nosso vínculo é a melhor ferramenta para conduzir um processo terapêutico. E para vincular, você precisa naturalmente desenvolver a sua capacidade de sentir a dor do outro. 

Nosso maior dom e preparo é  a empatia. Ela vem muito antes da técnica. Você não precisa de perfeição nenhuma,  você precisa tocar o coração de um outro ser humano por meio das histórias, dores e dificuldades dele. 

E é isso que cria um canal de comunicação com aquela pessoa.

Se você pensa que só será capaz de fazer algo quando fizer uma pós graduação, engana-se feio.

Você pode ler toda a teoria do mundo sobre aprender a nadar, mas você só irá provar que sabe nadar quando pular na água. Saber a teoria e não colocar na prática irá estagnar o seu crescimento profissional.



Você precisa se apropriar do seu conhecimento!


Comece assim: para cada hora que você leu um livro teórico, faça uma sessão aplicando aquilo que leu, como um treino. Uma hora de estudos, uma hora de aplicação prática. Isso  ajuda a ter mais segurança profissional. 

Fora isso, tenha presente com absoluta certeza que  faz parte da nossa profissão lidar com a rejeição. 

Boa sorte e até sempre.

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