Não, não há nenhuma fórmula para lidar com o luto.

Todo o processo do luto é algo muito particular para cada pessoa e deve ser atravessado da melhor forma, com ajuda de alguém ou da maneira que o indivíduo conseguir por si mesmo.

Sentir e viver a dor da perda ou da mudança é muito importante.

Quando se reprime esse sentimento, em algum momento, ele pode vir à tona. É importante ter a ajuda de um profissional que seja capaz de respeitar e lidar com isso de forma empática, sempre entendendo às necessidades da pessoa.

Mas, o luto faz parte da vida e se compõe dos processos de entendimento dos próprios sentimentos geralmente em relação a uma perda ou situações de mudança.

 

O luto surge em nossa vida a cada perda ou mudança que temos: quando terminamos um relacionamento,

quando saímos de um local de trabalho,

quando mudamos de casa ou de cidade

e quando a morte leva alguém querido.

 

Mas em cada situação dessas, vivenciamos o luto de diferentes formas e intensidades.

 

Os especialistas apontam cinco fases ou estágios para o luto. E o dividem da seguinte maneira: negação e isolamento, raiva, barganha, depressão e aceitação, nessa ordem, mas não é incomum vê-las misturadas entre si ou se entrelaçando entre uma e outra.

Nosso foco é o processo de cura, por isso vamos detectá-las uma a uma?

 

1 - Negação

A negação é vista como uma autodefesa e alívio do impacto da notícia. É comum a pessoa se isolar do convívio social, mas não é algo que dura por muito tempo.

Nesta fase é normal a pessoa se sentir reprimida e abandonada, insegura; sua vibração natural diminui e os pensamentos negativos tomam conta dela.

Como o próprio nome define, a negação costuma acontecer no início do processo, quando a pessoa se recusa a aceitar a perda. Pensamentos como "aquilo não pode ter acontecido, não comigo, não com ela" costumam surgir nesse estágio do luto.

 

Por que da negação?

 

Nessa fase a pessoa busca explicações para convencer a si mesma e aos demais, surgindo de maneira diferente para cada pessoa.

No entanto, o mais comum é que, nesse momento, a pessoa se isole, pela necessidade de estar consigo mesma para processar as informações.

Convém respeitar esse momento, não contradizer, apenas aceitar sua negação e isolamento e respeitar o tempo da pessoa em luto. Em algum momento, quando ela se sentir pronta, ela voltará ao convívio, voltará a falar.

 

2 - Raiva

Aqui surgem perguntas assim "por que eu?

Por que comigo?"

Junto com elas, inúmeras indagações e comparações também aparecem. Lembranças das abstenções, renúncias e planos não realizados podem se refletir em um comportamento hostil com os que estão próximos ou tentam se aproximar - podendo dar a impressão de que é deles que se está com raiva, quando, na verdade, pouco ou nada tem a ver com eles.

Manifestações adversas por sentimentos de revolta, culpa e ressentimento chegam de forma intensa.

Revolta contra sua própria vida ou até contra Deus, em certos casos. Então a raiva prevalece e fortalece uma perspectiva hostil da realidade.

 

3 - Barganha

Neste estágio do luto, os pensamentos de que as coisas possam voltar a ser como antes prevalecem e a pessoa tenta "negociar" consigo mesma ou com os outros para que isso aconteça.

No caso de um fim de relacionamento, por exemplo, isso poderia ser considerado como uma tentativa de restabelecer uma conexão que já não está mais lá. Entretanto, essa fase do luto dura pouco tempo ou pode até nem aparecer.

 

4 - Depressão

A depressão é percebida quando a pessoa em luto se depara de fato com a realidade, quando ela cai na real, concluir que de fato aconteceu aquilo.

“E aconteceu comigo, não há como fugir”, conclui no mais profundo de si mesma.

Essa queda imensa e repentina no emocional costuma ser considerada usual nesse contexto por determinado período, a ser avaliado caso a caso. Geralmente, a tristeza é o que se sente com mais intensidade.

É a partir deste momento que o indivíduo começa a lidar, verdadeiramente, com o corrido. Uma vez que a pessoa atravessou as fases de natureza mais combativas do luto, como o confronto da raiva e a autodefesa da negação, ela costuma vivenciar o momento mais intenso do luto.

 

5 - Aceitação

A aceitação é invariavelmente a fase final do luto. Nela, a pessoa consegue superar todos os estágios e começa a lidar melhor com a perda ou mudança. Dessa maneira, ela passa a compreender a situação com mais tranquilidade e se mostra disposta a vivenciar a falta, mesmo que ainda sinta algum sentimento de dor emocional.

 

Como lidar com as fases do luto?

 

Não existe uma fórmula para lidar com a situação.

Todo o processo do luto é algo muito particular para cada pessoa e deve ser atravessado da melhor forma, com ajuda de alguém ou da maneira que o indivíduo conseguir por si mesmo.

Sentir e viver a dor da perda ou da mudança é muito importante.

Quando se reprime esse sentimento, em algum momento, ele pode vir à tona. É importante ter a ajuda de um profissional que seja capaz de respeitar e lidar com isso de forma empática, sempre entendendo às necessidades da pessoa.


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