Não se vence uma guerra sem planejamento estratégico, sem esforço comum de todos, sem conhecer a estrutura e capacidade do seu exército, sem conhecer o inimigo, e principalmente, sem saber a hora certa de atacar e a hora que deve bater em retirara, não atacar e manter seu exército isolado e protegido, bem como fortalecer suas estruturas e armas de defesa.

É necessário conhecer o inimigo, avaliá-lo, saber sua capacidade ofensiva, percentual de letalidade e avaliar se suas condições humanas, estruturais e financeiras são suficientes para se defender, para só então tomar a decisão correta, não se deve menosprezar o adversário sob pena de tomar decisões precipitadas e irreversíveis com perdas humanas, financeiras e políticas muito maiores.

É preciso aprender com o passado e com a história para vencer a crise sanitária, econômica e política atual, que infelizmente não pode ser ignorada, sob pena de danos irreparáveis.

O brasileiro, é sem dúvidas um verdadeiro guerreiro, que faz um verdadeiro milagre, vencendo batalhas diárias ao sair de casa todos os dias ao amanhecer do dia, e retorna ao por do sol, e assim por toda uma vida por um salário ínfimo, e mesmo assim é um povo feliz e que cuida dos seus familiares garantindo o pão de cada dia, mesmo  com toda essa carga de impostos que consome mais da metade de seu salário e da falta de retorno de serviços públicos de qualidade.

O adversário atual é o Corona Vírus (Covid-19), que se desloca rápido e atacou todos os países do mundo e em apenas 4 meses, revelou seu poder fatal, com índices altos de letalidade e formas transmissão através do contato entre indivíduos infectados.

O Brasil tem um sistema de saúde muito limitado, com poucas vagas de UTI e decidiu na principais frentes de batalha, as cidades mais afetadas, combater o vírus sem atacar, ou seja, isolando a população em quarentena, para não sobrecarregar seus sistema de defesa, sistema de saúde, diminuindo a ofensiva do vírus.

Para se combater uma guerra, é necessário a união do exército com um único propósito e com a mesma estratégia, para isso é necessário liderança e inteligência do gestor, que saiba unir a população, para dar as ordens certas nos momentos certos, sem conflito de entendimentos entre os sub-líderes e o líder maior, sob pena de confusão no exército e não compreensão de qual ordem seguir, resultado que poderá representar o desastre total.

A estratégia mais importante da guerra, é a comunicação, informar, educar, convencer para proteger, nessa situação de crise sanitária, para atingir o objetivo de formar opinião republicana, democrática, cidadã,   responsável, seja talvez não debater com quem não tenha opinião própria ou conhecimento necessário para mudar de opinião e reconhecer o erro e focar nas soluções imediatas na frente correta, com outro soldado mais capacitado.

Assim, não combater no momento errado com quem não combate o bom combate, é a estratégia certa para enfraquecer o inimigo e deixar que ele caia pelos próprios erros!

Combata o bom combate, como todos os trabalhadores brasileiros honestos, junto aos justos em ideais republicanos, patrióticos, democráticos, com fundamentos baseados em provas e na lei, sem fanatismo, deve-se combater com princípios, respeitando a lei, com valores, com moral e deixar que os fatos e as consequências, sejam os julgadores, a história revelará quem estava certo ou errado.

Porém não há tempo para fechar os olhos e delegar a própria sorte a outros que vão decidir o resultado dessa guerra conforme as necessidades deles sem importar com sua experiência, que é a de quem está no pelotão de frente do combate a pandemia, o futuro da nossa economia e das vidas dos nossos irmãos, por isso cobre dos seus representantes atuais a defesa leal e implacável da nossa Constituição e do povo que os elegeu, principalmente os mais vulneráveis, que não tem outra defesa senão a lei e o Estado! 

Pois os doentes e possíveis doentes não terão tempo para postergar o debate e a luta, precisam pelo menos de esperança e liderança para não entrarem na guerra perdidos, e aos mortos não interessa um debate tardio das instituições, pois a guerra já estará perdida!


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