Enquanto há vida, há esperança. 


Já imaginou que incrível seria viver nesse mundo sem a Covid 19 mas com esse clima de temor de Deus e de amor ao próximo?

Assim, nessa alma comum de cooperação, solidariedade, senso de família que temos hoje fosse aprendido e apreendido sem a pandemia?

Já imaginou mesmo?

Dá vontade de chorar.

Tudo de bom (há muita coisa positiva no ar) que aprendemos com a triste passagem do Corona Vírus?

Passagem porque ele vai embora logo. Ou aprenderemos a viver pacificamente com ele, como aprendemos com os outros vírus na história.

“Muitos se perderam no caminho, a lição sabemos de cor, só nos resta aprender”, ainda canta o poeta Beto Guedes. Aprender no dicionário é a capacidade de adquirir algum tipo de conhecimento Aprendemos porque somos inteligentes ou somos inteligentes porque aprendemos?

Poderíamos ter aprendido pelo amor antes a renunciar, a partilhar o pão, a dar valor ao outro e a ser o próximo do próximo. Por que precisamos da dor trazida por um ser oculto, desconhecido e ignorado?

Poderíamos ter deixado antes para lá tantos caprichos,  como roupas de luxo, joias raríssimas e a coleção de perfumes. O vírus leva hoje mais rápido que o ladrão.

Mas ainda Beto Guedes ajuda a pensar com sua canção “Sol de Primavera”: “Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou...”

Hoje qualquer centavo tem valor, suor e amor. Poucas coisas a comprar, em outros tempos já foi assim também, mas aprendemos pouco, nossos antepassados voltaram a ser “donos de si” e a viver como  babilônicos correndo atrás de fortuna, poder, beleza, fama e glória em futilidades, viagens egoístas ou corridas aos shoppings center do consumo.

Com velocidade espalhamos sempre nossa ânsia por dominação e ganância, mas sob ameaça parecemos todos arrependidos e mudamos, mas, quem de nós vai ensinar isso aos que vêm depois? Quantos realmente aprendemos essa lição do Corona Vírus?

Lembra quando corríamos do isolamento? Quando ficar em silêncio ou sozinho parece condenação? O vírus também deu essa lição. Nós viemos sós e voltaremos sós. Ou temos vida interior, própria, pessoal, individual, ou não temos vida.

Atenção e carinho dos filhos, dos netos, dos amigos, dos vizinhos, longos papos, churrascos, festas, encontros – são concessões que a vida concede, que o tempo permite, mas em nada são essenciais para o essencial de viver.

As portas das igrejas estão fechadas? Isso obrigou tanta gente a abrir com medo a porta do próprio coração!

Já estava parecendo que não aprendemos nada com a lição de Jesus lá na cruz, pois quase ninguém mais dava real valor para isso, transformando a memória dele num realizador de desejos temporais e egoístas. Como também foi antes dele no Antigo Testamento, com tanto desamor, ódio e descrença, teoricamente em que adiantou Moisés fazer tantos milagres no deserto?

Nisso tudo ficou melhor até o culto religioso, que, também, se percebeu pode ser até mais autentico dentro de casa, em família, onde todos nos conhecem direitinho e não dá para mascarar muito. Há um sacerdote ou sacerdotisa em casa lar e Deus habita vivo e eterno dentro de casa.

Sobrevivemos a tudo isso. Como já se sobrevivemos à guerras e pestes de vários tipos e com igual meio de ensinamento. Moramos todos ao relento da contingência humana, procurando coisas que o dinheiro não compra. Sorrindo com disfarce para a rua do medo, da insegurança, do perigo de morte

Todos dependentes uns dos outros e da imensa misericórdia de Deus


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