Como diz o nosso querido padre Marcelo Rossi: “saudade sim, tristeza não!

Faz sentido, não faz?

Claro que sim.  Principalmente quando se está diante de enfermidades graves, momentos de profunda contingência humana como a morte, em especial, mas também numa separação indesejada de alguém pelas mais diversas formas.

Enfim, quem não gosta de ler, vai odiar isso aqui. A prosa será longa e eu estou em pleno confinamento por pertencer ao grupo de risco, revoltado com a siutação dis pretos diante da conjuntura que requer proteção de segurança alimentar, policial e na saúde pública. Mas sou apenas um psicanalista atirando via teclado do computador. E o ódio não passa nem perto de mim, como também a COVID.

Em se falando de luto, tristeza interior, o essencial é que aprendamos a reconhecer que a dor (mesmo absurda como as causadadas em circunstâncias de violência e injustiça) constitui-se, desumanamente, numa parte natural da vida, sobretudo quando vem relacionada ao luto por morte.

Só que, vejamos, uma morte não é igual à outra, os motivos pelo menos são bem diferenciados. Como também os velórios, os enterros, os túmulos, os planos funerais e a assistência inclusive religiosa e psicológica à família.

Porém, em ambas as pessoas precisam externar toda essa dor e vazio que sentem em seu interior de alguma maneira, seja chorando ou gritando, mas reagir; porque é através disso que serão capazes de se reinventar.

Enquanto sociedade, somos orientados a reprimir qualquer manifestação de sentimento contrário à alegria e felicidade, por isso quando tudo parece triste e sem esperança ao nosso redor, ou nos afastamos ou dizemos frases convencionais que pensamos que podem ajudar, mas na realidade não fazem diferença alguma na vida da outra pessoa.

  

Racismo, covid, pandemia, isolamento

 

A pandemia jogou isso na cara da humanidade. Pegou pesado, aliás, nisso. Causa medo até nos super heróis das histórias em quadrinhos ver simultâneamente essa montoeira de caixões em diversas partes do mundo enfileirados nos portões dos cemitérios com coveiros paramentados até os dentes e familiares sem poderem se despedir dos entes queridos. 

Some-se a isso também o loockdown, com bolsas de valores fechadas, aviões parados, restaurantes interditados, famílias sem rendimento, governos inventando dinheiro. É o caos. 

Foi a única coisa realmente democrática que vimos até agora onde pelo menos no inicio não se escolheu classe social, raça, cor, religião das pessoas contaminadas que partiram com vontade de ficar.

Claro que na seleção natural de todas as coisas que dependem de dinheiro acabou sobrando com força para quem mora nas periferias das grandes cidades em qualquer lugar.  

E aos ricos sem causa e sem coração restou empurrar pobres para a vala, como é o caso de alguns como os presidentes democraticamente eleitos Donaldo Trump dos Estados Unidos e Jair Bolsonaro, seu outro ego na America Latina. 

Esse dois cidadãos incríveis serão julgados pela História. Eles  atiram contra a Organização Mundial da Saúde para fazer política escusa e dominadora, a fim de não asssumir as consequeências de suas errôneas decisões. 

A OMS é uma voz clara que tem buscado humanizar a relação internacional na defesa da saúde em paises indefensáveis como a África entre alguns outros; ou mantendo foco nos bolsões de pobreza como nas favesas do Brasil, Chile, Colombia, Africa, Vietnã etc.

Como também, verdade seja dita, em tendo isso mexido negativamente com a emoção, que ficou à flor da pele, acabou aflorando mais o velho racismo e recaído sobre os negros violentados socialmente pela própria polícia como foi o internacionalmente conhecido assassinato do chefe de família negro americano George Floyde pela polícia.

Meninos negros do Brasil em diversas partes do mundo também não tiveram outra sorte que essa. Nenhuma chance de se explicar, foram mortos dentro de casa, em pleno confinamento no Rio de Janeiro, ou em busca de alimento como se deu em São Gonçalo, interior do Rio.

João Pedro Matos Pinto de 14 anos foi vítima da corrupta polícia carioca que entrou atirando na comunidade do Salgueiro, sem mais nem menos. E seu caso ficou com a investigação emperrada já no inquérito de forma que sua mãe professora teve que sair denunciando a morosidade.

De forma que a pandemia está pesada feito 3ª. Guerra mundial para todos, mas para alguns está pior. Sou avô e meu filho do Rio de Janeiro, escondido na Serra de Petrópolis com amigos e familiares, acaba de implorar para que eu não saia de casa, aqui numa cidade pequena do interior do Tocantins, que use máscaras e que não esqueça do álcool e gel.

Porém, se algo fatídico acontecer comigo nessa inevitável movimentação do COVID19, e eu candidatíssimo a apitar na curva caso seja atropelado, farei falta, vão chorar, vou deixar um caminho interrompido para trás e até a missão a cumprir pela metade, mas as lágrimas de meus únicos filho e neta jamais deverá ser na mesma proporção e trauma que da profa. Rafaela Coutinho Matos, de 36 anos, mãe de João Pedro Matos Pinto.

Ele perdeu não só o filho, levaram a própria dignidade da casa dela. Não foi o vírus do COVID que levou João Paulo, ele estava em casa se cuidando, mas foi o vírus do racismo e da desigualdade social. Policial não entra na avenida Visconde de Pirajá, em Ipanema, atirando assim a torno e a direito como entrou no Salgueiro.

Assim, somos todos quando perdemos alguém ou que estivermos testados na dor e no sofrimento. Sempre alguma dor pode ser maior que a nossa.

 

Quando nós não vivemos o período de luto, nossas vidas tornam-se um sofrimento constante.

 

Certamente, uma das situações mais difíceis que uma pessoa pode enfrentar é a perda de alguém que ama. Nós nunca estamos preparados para esse dia em que nosso aquela pessoa que tanto amamos, nos deixará e a dor dessa despedida, que é quase sempre inesperada, nos domina por inteiro.

A dor do luto é completamente diferente de qualquer dor, porque sabemos que o que perdemos jamais será recuperado. Não poderemos contar mais com os abraços, as conversas e os momentos únicos ao lado daquela pessoa. Não teremos mais o nosso ombro amigo e a nossa companhia de todos os momentos.

 

 Porém, é fundamental lembrar você de que a vida é muito curta. Dói demais, mas precisa passar, ficam as lembranças, traumas e revoltas.

Por isso veja além das circunstâncias e sonhe, se reinvente, crie até uma ONG para proteger as próximas vítimas da mesma injustiça. Mas se ame e ame afastando do coração qualquer sentimento de ódio ou vingança além da justiça de Deus e dos homens. A primeira nunca falha.

De um jeito ou de outro, vença, deixe o sofrimento para trás.

Alimentar o sofrimento dobra a intensidade dele. Fingir que não dói causa o dobro de dor.

 

 

Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo!

 

 

Enfrentar o luto pode nos afastar completamente da realidade. É como se não nos encaixássemos mais no mundo e todas as pessoas ao nosso redor não fossem suficientes para ocupar o lugar daquela pessoa que nos deixou.

Nada é igual sem a outra pessoa e o processo de ressocialização pode ser muito mais complicado do que se imagina.

Quando uma pessoa passa pelo luto, é muito comum que seja incompreendida por aqueles ao seu redor.

Enquanto sociedade, somos orientados a reprimir qualquer manifestação de sentimento contrário à alegria e felicidade, por isso quando tudo parece triste e sem esperança ao nosso redor, ou nos afastamos ou dizemos frases convencionais que pensamos que podem ajudar, mas na realidade não fazem diferença alguma na vida da outra pessoa.

É essencial que aprendamos a reconhecer que a dor é uma parte natural da vida, sobretudo quando está relacionada ao luto.

As pessoas precisam externar toda essa dor e vazio que sentem em seu interior de alguma maneira, seja chorando ou gritando, porque é através disso que serão capazes de se reconstruir.

O período do luto é o momento ideal para vivermos todas as emoções relacionadas à perda da outra pessoa, e deve ser vivenciado ao máximo, para que possamos seguir as nossas vidas.

Quando uma pessoa se priva de viver o luto, por algum motivo, a sua vida torna-se um luto constante. Não existe “seguir em frente” porque o que tinha que ser superado continua em seu interior, doendo.

A falta do outro continua impedindo a pessoa de viver a sua vida e a dor nunca sai do peito, nem é amenizada, causando ainda mais danos do que deveria.

Precisamos viver o luto para podermos entrar nessa nova fase de nossas vidas e aprender as lições essenciais que nos levarão para frente.

Quando perdemos uma pessoa amada, perdemos uma parte de nós mesmos, mas podemos ganhar muitas outras coisas, se soubermos lidar com essa experiência.

Através da fase do luto, somos capazes de organizar os nossos próprios sentimentos, definir metas pessoais e conciliar todas as emoções com com o progresso. É uma fase de luto bem vivida que nos faz levantar a cabeça novamente e reencontrar a felicidade.

Não deixe de viver o luto com toda a intensidade, ainda que os outros o julguem.

É apenas depois de enfrentar todos esses sentimentos que você será capaz de encontrar um outro lado da vida, onde há felicidade, esperança e evolução. Você merece isso!

 

 

O luto é uma dor que nunca cessa, mas sempre podemos nos reconstruir

 

 

Quando alguém que amamos muito morre e deixa de viver ao nosso lado para seguir o seu caminho, o sofrimento é tão grande, que acolhemos a dor como companheira.

Abrimos as portas da nossa casa interna e, vulneráveis, deixamos que ela passe a viver dentro de nós. Nesses momentos, uma pergunta ecoa em nossa mente: como podemos lidar com a dor de um processo de luto?

As perdas emocionais, sejam elas de um ente querido, um amor, uma oportunidade, além de todas as perdas que estamos vivendo neste momento de pandemia, acabam abalando as nossas estruturas internas. A grande maioria de nós ainda não sabe lidar com essas perdas. Somos treinados a nos preparar para os ganhos, para as vitórias, para buscar o prazer, mas tentamos a todo custo evitar a dor.

 

 Empatia: ter a humildade de olhar o mundo pelos olhos do outro e ajudar.

Há saudade que doeu e a saudade que amadureceu – o tempo resolve essa questão.

Ao receber a notícia de que algo que nos é muito caro nos foi tirado, o vazio se instala imediatamente dentro de nós e, automaticamente, substituímos esse vazio com uma dor avassaladora! Essa dor toma conta de todo o espaço, que antes era destinado ao amor.

Muitas pessoas estabelecem um forte vínculo com a dor, alimentando-a diariamente e, em muitos casos, acabam nutrindo um forte desejo de seguir a pessoa que se foi.

 

 

Amor que adoece é amor que cura

 

A constelação familiar nos fala de dois conceitos muito importantes, quando o assunto é amor, ela diferencia o amor que cura do amor que adoece. Vamos pensar que um ente muito querido nosso tenha adoecido e esteja em grande sofrimento ou numa pessoa amada que tenha tido um destino trágico, ou mais ainda, um amor que esteja indo em direção a um destino destrutivo.

Em um pensamento mágico e infantil, podemos cair no erro de pensar que pegar a dor do outro para nós mesmos pode ser uma maneira de aliviar o sofrimento de quem amamos.

Este pensamento é chamado de amor que adoece pelo simples fato de que não podemos interferir no destino e no caminho alheios, precisamos respeitar a história do outro, as escolhas do outro e principalmente o destino do outro.

Quando acreditamos que temos o poder de salvar o outro ou então imaginamos que, se trouxermos aquele sofrimento para a nossa vida, vamos de alguma forma aliviar o sofrimento de quem amamos, estamos adoecidos em nossa forma de amar.

Quantas vezes adoecemos, fracassamos e nos fazemos muito mal por puro amor equivocado ao outro. Podemos, após adquirir consciência, substituir o amor que adoece pelo amor que cura. E como podemos fazer isso?

Podemos sentir muito pelo que está acontecendo, podemos nos sentir muito tristes pelo destino do outro, mas precisamos, apesar de todos os sentimentos, entender e entregar o destino do outro ao outro!

E dessa forma ficamos livres para viver o nosso destino com todas as vantagens e desvantagens com que ele se apresenta.

Como você lidar com as perdas?

 

Não sabemos como lidar com as perdas, até que elas de fato aconteçam. E cada pessoa vai reagir de maneira completamente diferente, algumas em choque, outras em negação, algumas com tristeza profunda, e ainda há pessoas que ficam presas na raiva e na indignação.

Não há maneira certa ou errada de viver a dor de um luto, mas é fato que  fingir que a perda não aconteceu, não doeu, não machucou nem foi tão grave, além de não ajudar, piora – e muito – as coisas.

Minimizamos a dimensão da perda, acreditando que não olhar para o que aconteceu fará a dor desaparecer é uma escolha que pode trazer consequências difíceis no futuro.

Carl Jung disse, certa vez: “Ao que você resiste, persiste!” E interpreto da seguinte maneira: não olhar, sofrer ou chorar as nossas perdas não nos ajuda a superá-las mais rapidamente.

Na verdade, ocorre o oposto, quando não vivenciamos, validamos e choramos as nossas perdas, todo o emaranhado de emoções ligados a ela ficam retidos e contidos em nosso corpo, em nosso psiquismo.

O luto é um processo que precisa de uma vida toda para ser elaborado, e este processo vai se dando em camadas! E em cada camada novos sentimentos aparecem. É interessante como os sentimentos se alternam: algumas vezes, dá a sensação de que a pessoa continua existindo e que nada mudou; em outras, voltam os questionamentos do “e se”: e se eu tivesse feito diferente, e se eu tivesse sido mais rápida, e se eu tivesse feito mais ou menos, será que as coisas seriam diferentes?

Nesses momentos, a culpa pode nos fazer uma visita. Não devemos deixar que ela se demore, é preciso ter em mente que, numa situação difícil todos, sem exceção, estão fazendo o melhor que podem e conseguem, mesmo que o melhor, às vezes, pareça muito aquém do que a situação demanda.

Algumas pessoas fogem e evitam o contato com a situação de perda, não porque sentem pouco, às vezes, é ao contrário, sentem muito e por não saberem como lidar com o volume de sentimentos que uma perda causa, alienam-se, fogem, afastam-se e fingem que nada aconteceu.

Enfim, cada pessoa vai viver o seu processo da maneira que lhe for possível, mas deixo logo abaixo algumas atitudes que podem fazer a diferença na superação desse difícil momento:

O que você sente é legítimo, então, em vez de brigar com seus sentimentos, acolha-se, trate-se bem e seja carinhoso consigo mesmo.

O processo de luto demanda muita energia, principalmente nos primeiros meses. Se você se sente cansado, quieto e sem vontade de conversar ou sair por aí, respeite o que você sente.

Escolha cuidadosamente as companhias e os programas, e dê preferência a pessoas que entendam o seu momento, respeitem as suas necessidades e faça programas que realmente lhe tragam nutrição e abastecimento.

Cuide-se, seja carinhosa com você e respeite o seu momento. Procure um espaço especializado e profissional para acompanhar o seu processo de luto, caso sinta necessidade.

O luto vai acontecendo ao longo do tempo, durante toda a nossa vida, camada após camada, aos poucos, com o passar do tempo, as dores vão sendo substituídas pelas boas lembranças, pela saudade e pela aceitação.

As perdas fazem parte da vida, estamos aqui de passagem, todos nós! Essa é a nossa única certeza!

 

 

Luto: a arte de saber dizer a Deus…

 

 

Nunca nos ensinaram quais são as leis do sofrimento e como lidar com elas. Normalmente a dor da perda chega de repente, nos desestabiliza e machuca por dentro. Aos poucos, vamos recolhendo cada pedaço para nos reconstruirmos novamente, sem perceber que este processo é o nosso maior aprendizado de vida.

“Ninguém está imune à perda; o luto é algo que todos nós sofremos alguma vez na vida: a perda de um ente querido, o término de uma relação amorosa ou simplesmente o amadurecimento emocional. O complicado nestas formas de luto é que passamos por diferentes níveis de dor”.

Nenhum de nós sabe lidar muito bem com o sofrimento; não sabemos controlá-lo, ele nos machuca e às vezes até nos destrói. Por que? Como lidar com isso? Existe alguma fórmula mágica que nos deixe imune à separação, ao vazio e à falta imensa que aquela presença querida nos faz?

 A arte de dizer “não” é construída, e não significa egoísmo, mas amor próprio.

 

 

O luto coletivo: uma forma de cada um chorar as próprias dores.

 

 

 Estou aprendendo a dizer a Deus a tudo que não é bom para mim

O problema é que essa fórmula mágica não existe e cada pessoa deve encontrar a sua própria maneira de lidar com a dor: como encontrar alívio, força e capacidade de levantar-se novamente.

 

A importância de reconhecer nossa vulnerabilidade

 

 

“A maturidade emocional nos traz o suporte necessário para avançar apesar da dor e das perdas, porque sabemos da importância do desapego e vemos as dificuldades como experiências de aprendizagem”.

Enfrentar o luto é muito difícil. A orientação de um terapeuta, o apoio dos parentes e amigos podem nos ajudar muito, mas qualquer perda, seja qual for o nível, é algo que enfrentamos sozinhos.

Ninguém pode chorar por nós, reorganizar nossos pensamentos e aliviar a nossa dor. É uma tarefa que exige tempo e, acima de tudo, a compreensão de que não somos tão fortes quanto pensávamos. Na verdade, somos tão vulneráveis quanto uma pena ao vento.

 

 

Não fazer de alguém a cura para a sua decepção. A resposta está dentro de você!

 

 

Almas machucadas esperam encontrar no outro a cicatrização de suas feridas.

Responsabilidade emocional, um dos assuntos mais comentados na atualidade, mas será que as pessoas realmente pensam no sentimento alheio antes de se envolverem?

Navegando nas redes sociais, encontrei um vídeo da escritora Ivonete Rosa fazendo um apelo sobre ter responsabilidade emocional com os sentimentos dos outros. Após assistir ao conteúdo, decidi compartilhar com vocês minha visão sobre isso.

 

 

Para quem vive de luto por um romance fenecido

O amor é o melhor cicatrizante que existe

 

 

 Como superar qualquer decepção ou traição:

Em meu texto anterior, falei sobre a importância de se permitir viver o luto do término de um relacionamento, e hoje vou aproveitar o ensejo para complementar o conteúdo.

No vídeo, Ivonete Rosa fala sobre a falta de sensibilidade das pessoas que se envolvem umas com as outras depois de um rompimento recente. Ou seja, almas machucadas, que esperam encontrar no outro a cicatrização de suas feridas.

 

Pode ser que você já tenha ouvido falar que um amor cura o outro, no entanto, isso para mim é utopia. Sabe por quê?

Por que as pessoas que estão feridas não vão dar tudo de si, enquanto as que estão com suas feridas cicatrizadas vão dar o melhor de si. E o resultado, você já sabe: a pessoa que não tem nada a ver com as feridas da outra acaba pagando um preço alto pelas decepções alheias.

Para quem não assistiu, no Netflix há um filme chamado “Todas as razões pra esquecer”. O jovem Antônio, interpretado por Johnny Massaro, é um jovem que acabou de terminar um relacionamento e tenta, de várias formas, esquecer sua ex. Bebida, sexo, droga são algumas de suas armas, mas ele descobre que se permitir viver o luto é uma forma de aceitar o que está vivendo. Antônio só conseguiu dar a volta por cima quando entendeu que precisava fazer isso sozinho.

Uma separação é dolorosa sempre. Seja de um ente vivo que escolheu outras formas ou de um ente falecido que foi na viagem eterna.

Mas a possibilidade de cicatrização  de nossas feridas está em nós mesmos. Nada melhor que deixar o tempo passar para que as coisas voltem a ser como eram.

Jamais devemos acreditar que o poder de nossa cicatrização está no outro, pois nesse triste adeus o luto boicota célere um possível até sempre infinito que sempre cabe nas voltas que a vida dá.


Sei que o asssunto requer divisão por temas. Mas sei também que quem leu até o fim, como você, entendeu tudo e vê que sou apenas um artista das letras que pela psicanálise trabalha formas de entender a vida, sem ferir ninguém e nem se deixar ferir também. Até sempre.Vou nessa

 

 


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