Como padre, estou ai casando os amigos de infância Nívea e Miguel Elias Jalbut. Monte Mór/SP.


O teólogo humanista, Thomas Merton,  numa de suas obras mais importantes disse tudo já no título do livro:  "Homem algum é uma ilha". 

Nós somos seres que só se desenvolvem juntos, numa contingente interdependência. 

Trata-se de um nível de consciência que está num nível máximo de sabedoria existencial. Como já cantou na década de 1970 o fabuloso Taigura em sua canção "O sonho não acabou":


“Só feche seu livro quem já aprendeu

Só peça outro amor quem já deu do seu

Quem não soube a sombra, não sabe a luz

Vem não perde o amor de quem te conduz.

 Eu preciso, eu preciso de você

Ah! Eu preciso, eu preciso, eu preciso muito de você.

 Eu preciso, eu preciso de você

Nós precisamos, precisamos sim

Você de mim, eu de você. 


Por isso necessitamos mais do que gostamos de viver em conjunto, por isso, há as famílias. No entanto, o que fazer quando começam a acontecer problemas familiares? Confira agora nosso artigo sobre como a Constelação atua na resolução dessas situações!

 

A construção da família


Pode-se dizer que a família é a instituição mais antiga e respeitada. Ela acompanha o ser humano desde os seus primórdios. Além de ser uma entidade que sofreu inúmeras mutações ao longo do tempo. E, por ser mutável, a família não se constitui, apenas, como fato natural. Mas se constitui, também, como um fato cultural, até mesmo gerando conflitos.

 

Além disso, a família está para nós como um alicerce, que nos norteia e nos mantém firmes. Porém, às vezes, alguns desentendimentos acontecem, o que pode gerar problemas.

 


Os problemas familiares


Os problemas familiares, antes de serem de direito, são afetivos, emocionais. Além de relacionais, bem como antecedidos de sofrimento. Eles dizem respeito de casais que, além da dissolução ou ruptura, devem conservar as relações de parentalidade em seu próprio interesse e, acima de tudo, interesses nos filhos.

 

A Família, no entanto, lida com conflitos a sua maneira. Através dos desentendimentos e divergências de ideias que fazem parte da história da humanidade e da evolução dos seres humanos. Por isso, é necessário um aperfeiçoamento nas relações no próprio processo em busca de sua solução.

 

Como resolver esses conflitos pela lei?


Os Métodos Adequados de Solução de Conflitos ganharam destaque e importância no ordenamento jurídico brasileiro. Principalmente pós Resolução 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e com a Lei nº 13.140/15 que trata da Lei de Mediação e também com a aprovação da Lei nº 13.105/15, o Novo Código de Processo Civil (NCPC).

 

 


 

A Mediação Familiar surge como lócus de conflitos, decorrentes estes pela integração dos indivíduos em sociedade. Nesse propósito, cabe ao terceiro neutro, conhecido como mediador, trabalhar com as partes em busca de solução, restaurando o diálogo. Ainda assim, com essas legislações vigentes, especialmente o Código de Processo Civil e Lei de Mediação, o Método da Mediação Familiar traz benefício com caráter consensual.

 


Como a Constelação pode ajudar?


Partindo desse pressuposto, a Constelação Familiar e Sistêmica, aplicando técnicas terapêuticas, permitem encontrar soluções para as pessoas. Suas práticas iniciaram com o Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, pelo Dr. Sami Storch. Por isso, ela tem se desenvolvido rapidamente, sendo o Brasil pioneiro na aplicação das Constelações Familiares pelo Judiciário.

 

Outro fator importante: os Métodos Adequados de Solução de Conflitos no Poder Judiciário, atualmente, estão buscando os meios adequados de pacificação social pelas partes envolvidas ou interessadas no litígio. Valorizando a dignidade da pessoa humana para solucionar os conflitos. A Constelação Familiar e Sistêmica, que auxilia a Mediação Familiar, é um mecanismo que sempre busca as possíveis alternativas para solucionar os conflitos existentes. De modo geral, tanto a Constelação e a Mediação trazem a valorização do ser humano e a igualdade das partes envolvidas.

 


Melhorias na resolução dos problemas familiares


Nessa ótica, esses métodos trazem inovações no instituto do Direito de Família, abrangendo as questões de parentalidade que são: guarda, visitas, alimentos, afeto. Além das de conjugalidade, que são a separação e divórcio. Ademais, tem finalidade de definir e pacificar os conflitos familiares, como restaurar a comunicação ou o diálogo entre os casais em processo de separação. Como, também, compreender o questionamento, ou seja, com o intuito de humanizar nas relações.

 

Em conclusão, a inserção e o reconhecimento da Constelação e Mediação Familiar nas esferas extrajudicial e judicial vêm admitir esta tendência, de desjudicializar os conflitos e torná-los parte de um processo que é essencial ao ser humano, garantindo-lhes o acesso à Justiça.


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